Dia da Igreja Perseguida!

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Uma palavra ao seu coração: Paciência, sua benção vai chegar.


Início mais uma semana, me dirigindo a você que está aflito, e o digo, tendes paciência, pois sua benção chegará.

Muitas vezes queremos fazer as coisas ao nosso modo e de qualquer jeito, e ficamos desesperados quando não acontece da maneira que queremos, então vamos refletir. Tudo que procuramos executar sem a direção de Deus, com toda certeza, jamais dará certo. Então precisamos planejar e entregar aos cuidados do Senhor Jesus Cristo, trabalharmos sob sua direção e ter paciência, que no momento certo, o que desejamos irá acontecer.

Mas também, se pensarmos, que somos deuses, e que tudo acontece da forma e de acordo com nossa vontade, iremos fatalmente nos decepcionarmos, porque as coisas se realizam, não como eu e você queremos, mas sim, acontece conforme o querer e a vontade de Deus.

Portanto precisamos reconhecer que a paciência gera frutos grandiosos em nossas vidas. Então necessitamos urgentemente, depositar nossa confiança em Jesus Cristo, exercitando nossa paciência e esperar em Deus, que na hora e no momento certo, a benção vai chegar.

Veja o vídeo abaixo:


Deixe Jesus Cristo agir em sua vida ainda Hoje.

Diácono Sérgio Ramos.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Uma palavra para o seu coração!

(Foto: Divulgação)
Amados e amadas; quero neste espaço de informação pela rede mundial de computadores (Internet), transmiti pra você, uma palavra para o seu coração. Sei que se aqui, eu estivesse falando sobre qualquer outro assunto, nos quais estão acostumados a ouvir, talvez fosse mais aceito.

Porém, é necessário refletir sobre algumas coisas que não fazem bem ao nosso corpo e nossa mente. Temos muitas vezes na euforia da vida, no deixado influenciar por coisas banais e destruidoras de nossas vidas, trocando o verdadeiro sentido da vida, por coisas vãs.

Não devemos trocar o amor que Deus nutre por mim e por você por nada enganador deste mundo, pois a bíblia ensina que o “Diabo” é mentiroso e pai da mentira, o qual usa de todas as artimanhas para destruir a cada um de nós.

Assista ao vídeo abaixo e faça uma reflexão sobre sua vida.


Um abraço em Cristo Jesus a todos os amados e amadas internautas.

Diácono Sérgio Ramos – 24/07/2017

sábado, 22 de julho de 2017

Igrejas cheias de pessoas vazias?!

Do Adiberj.

Tem se tornado mais frequente as observações de líderes que tem descoberto que há Igrejas cheias de pessoas vazias. Isso nos causa um certo impacto, pois leva em conta que a vivência cristã não estaria cimentada no sadio Evangelho.
Ao viajar pelo país, também tenho notado a mesma situação em diversos lugares. Claro que aqui utilizo o termo “Igreja” para me referir ao espaço que conhecemos como templo, mas podemos também nos referir a Igreja como instituição em si (claro que Jesus não morreu pelo espaço e pelos objetos que estão neste espaço). Mas tenho também observado que, embora muitas Igrejas estejam cheias, inúmeras pessoas ali parecem continuar vazias de sentido no viver. Em vez de entregarem não só a alma para Jesus, ainda não lhe entregaram tudo o que têm, negando-se a si mesmas, conforme Lucas: 9.23.
Antes, estão buscando um Deus de avental, pronto a servi-las com todas as benesses celestiais e, principalmente, materiais. São pessoas que não estão dispostas a buscar o arrependimento, o perdão, o abandono de uma vida egoísta e consumista dos bens e riquezas, que foram mal nos negócios, no emprego, que não souberam planejar sua vida e recursos e agora estão na pior. Então, buscam o “Deus-panaceia”, o “Deus-resolve-tudo”, tipo um “Deus consertador”, uma espécie de “clínico geral” e garçom.
Muitos líderes e Igrejas são oportunistas, pois o mundo, estando cheio de pessoas com esse perfil, fornece os clientes potenciais para rechear o caixa da Igreja e seus bolsos. Por meio da pregação de um Evangelho antropocêntrico, despido da verdade bíblica, transformam Deus em mercadoria de bom preço. Estão dispostos a pôr Deus para trabalhar por eles a um custo inicialmente baixo, mas, se feito um balanço, o custo será proibitivo, não apenas financeiro, mas também quanto ao que de mais importante existe na vida – a perda de seu significado. Recebi um e-mail de uma pessoa que frequentava uma Igreja assim e estava desiludida, pois já havia gasto tudo o que tinha e nada conseguiu de solução para sua vida. Caiu no conto do “vigário”, desculpem-me, no conto do “pastor”!
Mas também é possível notar que há muitas Igrejas cheias, com muitas atividades e ocupações, mas as pessoas ali permanecem vazias. Trabalham tanto para a Obra de Deus que se esquecem do Deus da obra. O Cristianismo foi reduzido a mero entretenimento e atividades eclesiásticas dominicais ao ponto de que o dia do descanso tenha sido transformado em dia do cansaço. Em vez de celebração e adoração, o domingo virou dia de agitação, e o Deus da obra foi trocado pela própria obra. Em vez de ser produtora de trabalho na Igreja e Reino de Deus, a vida foi trocada pelo ativismo, deixando de dar sentido para a pessoa. Enfim, a realidade é que as pessoas estão vazias não porque estejam desempregadas, com saldo devedor, com enfermidades, com a perda de um ente querido. Estão vazias porque o espaço vazio dentro de suas vidas é do tamanho exato de Deus. O vazio é a perda de sentido na vida, de objetivo em viver, e se tornou uma rotina sem razão. O sentimento que possuem na sexta-feira, às 20h, é de euforia, trocado por angústia e depressão com a musiquinha do Fantástico no domingo à mesma hora, como alguém me disse outro dia. Isso não é vida!
Jesus disse “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10.10). Não é porque você entregou a sua vida a Jesus, trabalha na Igreja, é dizimista, que conquistou a imunidade a vírus, bactérias, morte, perda de emprego, etc. Como nova criatura, você vive, não mais você, mas Cristo vive em você (Gálatas 2.20), ele é quem vai dar significado à sua vida. A visão de mundo agora é outra, os bens são meros acessórios, muitos deles dispensáveis. Você vai buscar um estilo simples de viver, por isso é possível dizer: “Em tudo dai graças” (I Ts 5.18). Uma vida grata é uma vida cheia de sentido, que vai produzir envolvimento no trabalho de Deus e em Seu reino, mas não o inverso. Deus considera pessoas cheias de vida, não de bens, títulos, cargos ou ativismo. A escolha é sua.
Pr.  Lourenço Stelio Rega / Extraído do Jornal Batista


segunda-feira, 3 de julho de 2017

Cristãos e Política: Uma relação imprescindível

Do Adiberj.
(ILUSTRAÇÃO)
Acabamos de sair de um processo eleitoral que impactou intensamente a opinião pública. Deixando de lado certas posições históricas, os evangélicos brasileiros se envolveram de modo inusitado com os grandes temas em debate. A internet foi palco de manifestações profusas e candentes por parte dos mais diversos líderes e grupos religiosos. A igreja católica adotou posturas firmes e incisivas em relação a certos valores essenciais que considera ameaçados. Em meio às grandes diferenças nos posicionamentos, surgiu um consenso muito evidente. Não é mais possível ficar indiferente ao debate político e ao processo político, porque ele produz consequências que afetam a todos. Os acontecimentos dos últimos meses têm levado os cristãos de todos os matizes a uma reflexão séria sobre a relação entre igreja e estado, fé e política. Quando se olha para a história, é possível ver algumas posições bastante distintas quanto a essa questão.
Afastamento
Ao longo dos séculos, muitos cristãos têm optado por se distanciar da esfera pública, dos círculos de poder e influência relacionados com o estado e a atividade governamental. No período antigo e na Idade Média, um bom exemplo disso foi o monasticismo. Aqueles que abraçavam a chamada vida consagrada renunciavam explicitamente ao envolvimento político para se dedicar a atividades contemplativas. No período da Reforma, houve o caso dos anabatistas, que tinham entre seus princípios fundamentais o não envolvimento com a esfera política. Os partidários desse movimento protestante não exerciam cargos públicos, não faziam juramentos cívicos, não participavam das forças armadas e defendiam a mais absoluta separação entre a igreja e o estado.
Monges e anabatistas justificavam a sua posição isolacionista afirmando que o envolvimento político era corruptor e prejudicial para a verdadeira espiritualidade. Os cristãos fariam bem em se manter distantes de um terreno em que a venalidade, as intrigas e as lutas pelo poder eram quase inevitáveis. O problema é que, com esse afastamento, eles perdiam a oportunidade de exercer sua influência cristã nessa área tão decisiva. A Escritura certamente não autoriza essa atitude de isolamento, exortando os crentes a participarem ativamente da vida de suas comunidades. Alguns dos personagens bíblicos mais destacados foram homens e mulheres públicos notáveis que deram valiosas contribuições às suas sociedades. José, Débora, Davi, Salomão, Josias, Daniel, Ester e Neemias são bons exemplos.

Subserviência
Ao longo da história da igreja, os cristãos muitas vezes têm se envolvido com os poderes constituídos ou se submetido a eles, por interesse ou por imposição. No antigo Império Bizantino, os soberanos controlavam fortemente a igreja oriental ou ortodoxa, situação essa conhecida como “cesaropapismo”. Quem tentava resistir a isso, como o destemido bispo João Crisóstomo, que viveu em Constantinopla na passagem do quarto para o quinto século, podia sofrer graves consequências. Na época da Reforma, houve o fenômeno do erastianismo (de Tomás Erasto, seu defensor), que se manifestou no forte controle da igreja pelo estado em diversas nações protestantes. Em países católicos ocorreram os fenômenos paralelos do padroado e do regalismo. Com sua ênfase na separação das esferas civil e religiosa e sua grande reverência pelos governantes seculares, os protestantes alemães correram por vezes o risco de ficar passivos diante da tirania, como ocorreu no período nazista. O pastor Dietrich Bonhoeffer e outros líderes pagaram com a perda da liberdade ou da vida a sua resistência contra esse sistema iníquo e diabólico.
A subserviência ao estado ou ao poder político pode adquirir formas sutis e perigosas. Em contextos altamente ideológicos, como a América Latina contemporânea, muitos cristãos têm assumido compromissos questionáveis com partidos e regimes políticos marcados por tendências autoritárias e violações das liberdades democráticas. Os cristãos precisam entender que contrair vínculos sem reservas com qualquer grupo ou líder político é uma forma de idolatria que viola a integridade do evangelho. Só Jesus Cristo é Senhor supremo da vida e da consciência. Esse é um alerta necessário numa época em que lideranças messiânicas e populistas novamente seduzem as massas de muitos países, fazendo com que se esqueçam das lições da história.
Envolvimento crítico
Muitos cristãos de diferentes persuasões confessionais têm adotado uma posição intermediária e mais saudável em contraste com as anteriores. Evitando tanto o isolamento quanto o servilismo, eles têm procurado viver plenamente as suas vidas em sociedade, participar das oportunidades e angústias da atuação cívica e política, mas ao mesmo tempo mantendo suficiente espírito crítico que lhes permita um posicionamento profético em relação a qualquer partido, sistema ou regime vigente. O exemplo do bispo João Crisóstomo já foi mencionado. Essa também foi a postura do reformador João Calvino. Havia forte interação entre igreja e estado na Genebra do século 16; todavia, quando esse líder religioso sentiu que os governantes estavam violando princípios claros da Escritura e da fé cristã, ele não se intimidou em censurá-los. No início da sua carreira, tal atitude resultou na sua expulsão daquela cidade suíça.
O envolvimento dos cristãos com a esfera política e partidária sempre será uma faca de dois gumes. A tentação de obter vantagens pessoais e corporativas em detrimento do bem coletivo está sempre presente. A possibilidade de usar o poder político e econômico como instrumento de dominação e manipulação é uma constante. Por outro lado, existem maravilhosas oportunidades de trazer sanidade, integridade e altruísmo a um campo tão marcado pela corrupção humana. Multiplicam-se na história exemplos de cristãos que fizeram de sua atuação pública um verdadeiro sacerdócio, beneficiando grandemente os seus contemporâneos. Foi o caso do parlamentar William Wilberforce em sua luta contra o tráfico escravagista na Inglaterra do século 18. Foi o caso do primeiro-ministro Abraham Kuyper na Holanda do início do século 20. Foi também o caso do pastor Martin Luther King em sua defesa dos direitos civis dos afroamericanos.
Conclusão
Neste período de transição governamental, o Brasil vive dias de expectativa e apreensão. Ao lado de valiosas conquistas sociais, da estabilidade e pujança da economia e de maior presença no cenário internacional, alguns comportamentos da administração que se encerra, alguns objetivos programáticos do partido no poder e alguns projetos de lei em debate no Congresso Nacional têm produzido motivos justos de preocupação, tanto para os cristãos, como para a coletividade em geral. É necessário que haja a continuação e aprofundamento do debate sobre temas candentes, como o aborto, a homofobia, a ética na política, as relações internacionais e as liberdades de consciência e de expressão, sem jamais esquecer-se da luta em prol da justiça social, da criação de uma sociedade mais fraterna. Os cristãos têm muito a dizer sobre essas questões porque elas fazem parte das suas preocupações desde o início e dizem respeito às convicções e valores mais profundos de sua fé. Todavia, sua voz somente será ouvida se saírem de seus guetos eclesiásticos e participarem corajosamente das lutas de uma sociedade em transformação, correndo riscos sim, mas crendo no poder transformador do evangelho não só para os indivíduos, mas para as nações. 
Por Alderi Souza de Matos
Doutor em história da igreja pela Universidade de Boston e historiador da Igreja Presbiteriana do Brasil