quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Metade dos evangélicos estão influenciados por crenças da Nova Era, diz pesquisa


Fonte: Guiame/Adiberj
Aproximadamente a metade dos evangélicos estão influenciados por alguma crença da Nova Era, conforme indica o novo estudo da Pew Research Center. Realizado nos Estados Unidos, o levantamento identificou que 24% dos entrevistados evangélicos concordam que pode existir energia espiritual dentro de coisas físicas.
A pesquisa continua apresentando dados e afirma que 33% acredita em médiums. Ainda aponta que 19% aceita a ideia de reencarnação e 18% acredita em astrologia. O centro de pesquisa entrevistou tanto cristãos quantos não-cristãos e descobriu que as ideias defendidas pelo movimento conhecido como Nova Era se difundem de diferentes maneiras.
Isso seria impensável há algumas décadas, entre os que se declaram evangélicos. Mas parece que a tendência segue um fluxo crescente e que alcança crenças ocultistas da sociedade como um todo.
Cerca de 47% dos evangélicos entrevistados afirmam acreditar em pelo menos uma das quatro crenças da nova apresentadas. Essa porcentagem é maior ainda entre os católicos (70%). Ao mesmo tempo, 22% dos ateus e 56% dos agnósticos também afirmam aceitar pelo menos uma delas.
Claire Gecewicz, analista de investigação da Pew Research Center, destaca que essas crenças de Nova Era não substituem os credos ou práticas religiosas dos cristãos e 80% deles dizem acreditar em Deus e na Bíblia.
Sem barreiras, essa influência acontece por motivos culturais ou por falta de ensino claro do que as Escrituras dizem sobre estes temas. Mostra uma evidente absorção crescente de ideias antibíblicas por parte dos segmentos evangélicos.


terça-feira, 9 de outubro de 2018

Fascistas, esquerdopatas e o Evangelho


DO ADIBERJ:
“Vocês ouviram o que foi dito a seus antepassados: ‘Não mate. Se cometer homicídio, estará sujeito a julgamento’. Eu, porém, lhes digo que basta irar-se contra alguém para estar sujeito a julgamento. Quem xingar alguém de estúpido, corre o risco de ser levado ao tribunal. Quem chamar alguém de louco, corre o risco de ir para o inferno de fogo” (Mt 5.21-22). Os cristãos parecem que se esqueceram dessas palavras de Jesus. Ignoram-nas solenemente. Nos embates político-eleitorais que têm ocorrido no Brasil, o que mais temos feito é xingar quem discorda de nós de coisas como “estúpido”, “louco”, “fascista”, “esquerdopata” e coisas assim. Estamos errados.
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Devemos discutir ideias, não desqualificar pessoas. Devemos lidar com quem se opõe com instrução e não com briga, e isso com mansidão e paciência (2Tm 2.24-26). A ideia de agirmos como profetas barbudos e com sangue nos olhos xingando e assassinando os profetas de Baal e os idólatras não cabe a nós na proposta da nova aliança de Cristo. Isso é teologia básica.
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A ira pertence a Deus. Jesus vira as mesas dos cambistas e achamos que isso nos dá direito de chibatar quem pensa diferente de nós. Não dá. Não somos Deus. Esquecemos de que a retribuição pertence exclusivamente a Deus (Rm 12.19-21) e que a ira humana é obra da carne cuja prática sistemática sem arrependimento nos torna indignos de herdar o reino dos céus (Gl 5.19-21). Não fui eu quem inventou isso, está na Bíblia, em afirmações feitas por pessoas como Jesus e Paulo.

A nós resta agir como Jesus nos ensinou no Sermão do Monte (Mt 5–7), em Romanos 12.17-19, em 1 09Tessalonicenses 5.14-15. Não tenha preguiça, vá à Palavra e leia esses trechos da Escritura. Mas temos preferido fechar os olhos e os ouvidos a essas realidades e a reproduzir uma forma agressiva e bruta de agir, que está a anos-luz daquilo que chamamos de ética cristã. Estamos errados. E estamos perdendo uma oportunidade ímpar de salgar e iluminar o mundo.
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Você tem três semanas de campanha eleitoral pela frente. Uma oportunidade magnífica de cair em si, arrepender-se de quando chamou quem pensa diferente de você de “racá”, isto é, estúpido, louco, fascista, esquerdopata e gentilezas semelhantes. Uma oportunidade única de ser sal da terra e luz do mundo. Como você se comportará só cabe a você e à opção que fizer: ser um cristão agindo como cristão ou ser um cristão que defende o cristianismo de modo nada cristão.
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Não imite os maus exemplos, mesmo que eles venham de pastores, teólogos e líderes religiosos de quem você é tiete. Celebridades do mundo cristão também pecam e erram. Dê você o exemplo a eles. Aproveite estas três semanas para reler o Novo Testamento. Acalme a cabeça e volte ao seu juízo perfeito. Vença o mal com o bem e não com o mal. Lutar o bom combate com as armas do inimigo é o mais perfeito absurdo. Não vá ao sabor da massa, finque os pés no chão, reencontre seu prumo e cuide daquilo que sai de sua boca e da ponta de seus dedos.

Não me importa, para esta reflexão, se você é de esquerda ou de direita, se vota em Bolsonaro ou em Haddad. Numa democracia, você pode votar em quem quiser, sem que eu tenha o direito de ofendê-lo. Posso discordar de você, mas não ofendê-lo por discordar de mim. Porém, defenda você quem defender, creio que Deus espera que você o faça como Jesus nos ensinou a fazer e não como o Maligno faria.
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Amor não é um conceito bobinho de donzelas suspirantes e apaixonadas. Amor é algo que você vive quando tem a chance de chamar quem discorda de você de “fascista”, “esquerdopata” e coisas parecidas e opta por não fazê-lo. Amor é uma postura em que você vê um estado do país que votou majoritariamente em quem você não votou e continua querendo o bem das pessoas desse estado. Amor é assassinar o seu ego e ajudar o adversário que está caído e ferido à beira do caminho. Amor é ser o bom samaritano, quando poderia ser o fariseu desumano que quer o mal do adversário.
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Use as próximas semanas para reler o Novo Testamento e repensar suas palavras, atitudes e reações. Você verá a diferença que isso fará.
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Por:  Maurício Zágari
Colaborador deste Portal


sábado, 6 de outubro de 2018

O cristão e as eleições de 2018


DO ADIBERJ:

Querido irmão e irmã em Cristo, como você deve ter percebido, depois de um período de sete anos escrevendo ininterruptamente, vi a necessidade de tirar um período do APENAS. Há três meses não publico novos textos, em razão de me ver obrigado a priorizar outras atividades e a me dedicar a momentos de reflexão. Pretendo retomar a regularidade das publicações em breve, junto com algumas novidades. Porém, decidi compartilhar alguns pensamentos esta semana, em razão das eleições que teremos no Brasil neste próximo domingo. Não sei quem vencerá as eleições. Porém, de algumas coisas eu sei com todas as forças do meu ser, e gostaria de compartilhar essas verdades bíblicas, sugerindo que você, que é cristão, medite sobre elas, em oração e com autocrítica, à luz de tudo o que tem vivido durante o processo eleitoral:
1. Deus não está alheio a absolutamente nada do que está acontecendo em nosso país.
“O Senhor sabe todas as coisas” (Jo 21.17; cf Sl 139).
2. A vontade de Deus sempre se cumpre, mesmo que demore, e tudo o que ele tem planejado para o Brasil se cumprirá.
“Sei que podes fazer todas as coisas, e ninguém pode frustrar teus planos” (Jó 42.2).
3. Devemos amar de forma prática e por meio de atitudes todas as pessoas, as que votam como nós e as que não votam. 
“Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo’ e odeie o seu inimigo. Eu, porém, lhes digo: amem os seus inimigos e orem por quem os persegue. Desse modo, vocês agirão como verdadeiros filhos de seu Pai, que está no céu. Pois ele dá a luz do sol tanto a maus como a bons e faz chover tanto sobre justos como injustos. Se amarem apenas aqueles que os amam, que recompensa receberão? Até os cobradores de impostos fazem o mesmo” (Mt 5.43-46).
4. Devemos perdoar as pessoas, inclusive as que nos ofenderam durante o processo eleitoral pelo fato de discordarmos delas política e ideologicamente. Se possível, nos reconciliando com aquelas com quem tivemos atritos.
“Seu Pai celestial os perdoará se perdoarem aqueles que pecam contra vocês. Mas, se vocês se recusarem a perdoar os outros, seu Pai não perdoará seus pecados” (Mt 6.14-15).
“Nunca paguem o mal com o mal. Pensem sempre em fazer o que é melhor aos olhos de todos. 18 No que depender de vocês, vivam em paz com todos” (Rm 12.17-18).
5. Ore. Ore. Ore. Mais do que entrar nas redes sociais para esbravejar contra os candidatos de que não gostamos e fazer campanha eleitoral, devemos nos manter em oração pelo nosso país. Orar ao Deus que tudo controla gera resultados muito mais efetivos do que ofender quem vota em quem não votamos. Quanto você já orou ao Senhor pelo resultado dessas eleições e pelo nosso país?
“Algum de vocês está passando por dificuldades? Então ore. […] A oração de um justo tem grande poder e produz grandes resultados. Elias era humano como nós e, no entanto, quando orou insistentemente para que não caísse chuva, não choveu durante três anos e meio. Então ele orou outra vez e o céu enviou chuva, e a terra começou a produzir suas colheitas” (Tg 5.13,16-18).
“Nunca deixem de orar” (1Ts 5.17).
6. Nossa relação com quem pensa diferente de nós e se opõe ao nosso pensamento deve ser de instrução e não ofensa, e isso com mansidão e paciência. Quem vive brigando por causa destas eleições está errado.
“O servo do Senhor não deve viver brigando, mas ser amável com todos, apto a ensinar e paciente. Instrua com mansidão aqueles que se opõem, na esperança de que Deus os leve ao arrependimento e, assim, conheçam a verdade” (2Tm 2.24-25)
7.  Não podemos falar como mundanos para defender os valores do evangelho. Como têm sido as palavras que você diz e escreve sobre as ideologias e os candidatos de que discorda nessas eleições?
“Evitem o linguajar sujo e insultante. Que todas as suas palavras sejam boas e úteis, a fim de dar ânimo àqueles que as ouvirem” (Ef 4.29).
8. Caso o seu candidato não seja eleito, não passe os próximos quatro anos com uma nuvem negra sobre a cabeça, ou você poderá ter uma úlcera. Tenha paciência e confiança. 
“Se já temos alguma coisa, não há necessidade de esperar por ela, mas, se esperamos por algo que ainda não temos, devemos fazê-lo com paciência e confiança” (Rm 8.24-25).
9. Quem tem o Espírito Santo dentro de si deve viver as nove virtudes do fruto do Espírito constantemente, mesmo em época de eleição ou caso seu candidato seja derrotado nas urnas. Será que isso é verdade na sua vida? Que virtudes são essas? Veja:
“amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gl 5.22-23)
10. Tenha fé. Mesmo que o resultado das eleições não seja o que você gostaria, não se revolte, não desanime, por saber que algo muito maior nos espera.
“Pois estas aflições pequenas e momentâneas que agora enfrentamos produzem para nós uma glória que pesa mais que todas as angústias e durará para sempre. Portanto, não olhamos para aquilo que agora podemos ver; em vez disso, fixamos o olhar naquilo que não se pode ver. Pois as coisas que agora vemos logo passarão, mas as que não podemos ver durarão para sempre” (2Co 4.17-18).
11. Independente de quem ganhe as eleições, devemos orar pelos governantes que forem eleitos, pelo nosso próprio bem.

“Recomendo que sejam feitas petições, orações, intercessões e ações de graça em favor de todos, em favor dos reis e de todos que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida pacífica e tranquila, caracterizada por devoção e dignidade” (1Tm 2.1-2).

Por: Pr. Maurício Zágari