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sábado, 31 de dezembro de 2011

Padre acusado de pedofilia agia nas casas das vítimas

O padre Evangelista Moisés de Figueiredo, de 49 anos, pároco da Igreja São Francisco de Assis, em São Sebastião, no Distrito Federal, indiciado por abuso sexual de seis crianças, cometia os crimes na casa das vítimas ou na casa dele. As crianças têm entre 6 e 14 anos e cinco são irmãos. As informações são da delegada Valéria Martirena, chefe da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.
- Ele se valia da condição de padre, os pais frequentavam a igreja e ele conseguiu confiança da família, porque eram fiéis. Ele fazia refeições na casa das vítimas. Quando os abusos não aconteciam na casa das vítimas eram na casa dele. Ele atraia as crianças prometendo ajuda para trabalhos escolares ou pequena quantia em dinheiro, que ele nunca pagou.
Evangelista foi preso na manhã desta sexta-feira (30) em casa, no Condomínio Estâncias Del Rey, enquanto dormia. Ele estava acompanhado da secretária da igreja São Camilo, na Asa Sul, local onde ele atuou por oito anos. Na Igreja São Francisco ele estava há dez anos.
De acordo com o delegado da Onofre Moraes, diretor geral da Polícia Civil, a secretária estava ‘completamente nua’. Ela foi ouvida, mas não há indícios da participação dela nos crimes. Na casa, foram apreendidos uma arma calibre 36, munição e computadores.
As investigações que levaram ao indiciamento de Evangelista duraram três semanas, e ocorreram após a filha mais velha da família de cinco irmãos, de 13 anos, contar para a mãe sobre os abusos. Os pais, caseiros de uma chácara, imediatamente procuraram a polícia, que apurou que todos os irmãos eram abusados, além de uma vizinha, filha de um pedreiro que também frequentava a igreja.
De acordo com a polícia, as provas que levaram ao indiciamento do padre são ‘irrefutáveis’. Trata-se da descrição das crianças dos abusos.
- Todas as crianças fazem a mesma descrição dos abusos. Dos locais onde eram abusadas. Do vídeo pornográfico que ele mostrava para elas e que foi achado no celular dele. As descrições são idênticas.
Evangelista, que está preso preventivamente, deve ser transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda na próxima terça-feira.
Ele foi ouvido, mas nega todas as acusações. De acordo com ele, a arma apreendida era de um conhecido. Se for condenado por pena máxima, a pena pode chegar a 93 anos.
A polícia acredita que o padre tenha feito outras vítimas. Denúncias podem ser feitas anonimamente pelo telefone 197.

Fonte : ADIBERJ

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