quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Fim de Ano: Uma Reflexão

Do Adiberj:
Cada minuto que passa é um milagre que não se repete. Esta frase era muito disseminada na antiga rádio relógio do Rio de Janeiro e nos faz refletir sobre a importância de valorizarmos o tempo que temos.  

Mais um ano está se findando, para uns é um momento de pura nostalgia onde as lembranças borbulham no cérebro; os bons momentos são lembrados com a triste sensação de saber que nunca mais serão experimentados novamente, já os ruins trazem o fel da dor que teima em incomodar novamente, momentos que deveriam ser deletados da memória para sempre, mas insistem em assombrar, principalmente nestas horas. Para outros é um momento de pura expectativa e euforia, onde a ansiedade é tanta com os sonhos projetados para o novo ano que o passado já está arquivado e zipado e só será acessado em caso de extrema necessidade. Já para alguns é indiferente, onde não há planos, sonhos, metas, planejamentos ou sequer expectativa alguma. Apenas mais um ano e só. A mesma rotina de sempre.  

Não devemos perder tempo relembrando as dificuldades ou momentos de triunfo vividos em 2017 apenas por um saudosismo barato. Se tivermos que relembrar algo deve ser com uma motivação escusável para rever os planos, corrigir erros ou até mesmo para nos manter no caminho certo, senão, não vale a pena.

Não devemos supervalorizar este momento, pois é apenas uma transição imposta por um calendário. Devemos encará-lo como um simples “pit stop” a ser utilizado para reabastecimento de ânimos, fé e esperança; recalcular as metas e focar no objetivo. Não existe magia alguma no réveillon, como alguns acreditam. Deixemos a superstição de lado e avancemos determinados a vencer os desafios do porvir. Se quisermos buscar as soluções e ajuda no mundo espiritual, então, temos que buscar algo mais confiável, que tal na Bíblia, e, jamais nos eximirmos da responsabilidade que temos em dar o melhor de nós mesmos e não ficarmos achando que tudo irá cair do céu “de mão beijada” sem esforço algum como num passe de mágica.

Tenhamos uma visão realista/otimista, ou seja, a noção da realidade em que vivemos com todas as implicações conjunturais, econômicas e sociológicas, no entanto, sem perdermos a confiança de que a tempestade que surge tende a passar com a mesma rapidez e que dias melhores poderão surgir brevemente.

Não queiramos tentar fazer tudo sozinhos, incluamos em nossos planos sempre a possibilidade de obtermos a ajuda de alguém. Somos seres sociáveis e precisamos disto para a nossa sobrevivência. Jamais deixemos Deus de fora, pois isto seria uma tolice, o prenúncio da nossa derrocada. Ele precisa ter a primazia, pois nada acontece sem o seu aval.

Vamos aproveitar melhor o tempo que temos, tratando-o como relíquia. Amemos mais, beijemos mais, abracemos mais, nos doemos mais, perdoemos mais, sorriamos mais. Sejamos pessoas melhores para construirmos um mundo melhor.

Que Deus nos abençoe neste novo ano, concedendo-nos a sua proteção, provisão e direção a fim de cumprirmos os seus desígnios e que a graça superabundante de Cristo Jesus permaneça para sempre, tornando-nos por seu intermédio, mais que vencedores.

Feliz 2018!


segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Pastor explica o porquê de colegas cometerem suicídios

Da JMN/ADIBERJ.
Pastor Wesley Carvalho
Antes de qualquer coisa, não é justificativa; o suicídio é injustificável.
Em primeiro lugar, meu objetivo aqui é atingir dois públicos; a igreja e os pastores.
Ser pastor não é profissão, embora muitos pensam que é. Mas há pesquisas que afirmam que é uma das profissões mais tensas que existe.
Os que estão de fora do nosso universo pensam que vida de pastor é regalia, luxo, ou coisas do tipo. Não, não é.
Pastor é ser humano, mas um ser humano travestido de “Chapolim Colorado”, ou seja, salva a todos sem ter ninguém que o defenda. Gente, pastor chora, peca, erra, precisa de carinho, precisa de visita, depende de oração, necessita de ajuda. Mas a igreja, a sociedade, nunca espera que esse pastor exista, ela quer um pastor como um herói das “estórias” de quadrinho, ESSE PASTOR NÃO EXISTE.
Na verdade, somos heróis mesmo, porque somente heróis amam sem esperar serem amados, trabalham sem esperar recompensa, sacrificam a família, o tempo, a vida, em prol de vidas.
Os conflitos da vida de um pastor são inúmeros; imaginem vocês trabalharem a vida toda, sem direito a aposentadoria, alguns poucos “privilegiados” tem direito à jubilação, a maioria não.
Pastor não tem amigos, se ele se abre com alguém, amanhã esse alguém abre a sua vida o expondo, e a reação da igreja é essa; ” nossa nunca pensei que o pastor fosse essa pessoa”! Ou seja, nós não podemos ter defeitos, fraquezas ou coisas do tipo.
Pastor não pode envolver a família com os problemas da igreja… E diga-se de passagem, a maioria das esposas de pastor são depressivas ou tem problemas com insônia, síndrome do pânico ou coisas afins.
Pastor não tem direito á plano de saúde, apenas alguns. Pastor não se aposenta como pastor, apenas alguns jubilam pela igreja. Filhos de pastor não podem errar, afinal de contas, são filhos de pastores. Pastor não vive, vejeta.
Se sorrir é moleque, se não, é carrancudo. Se acorda cedo, não fez vigília, se acorda tarde, é preguiçoso. Se tem pulso é carrasco, se é manso é relapso.
Os filhos de todo mundo peca, mas se os do pastor pecar…

Vou falar algo que muita gente não irá acreditar, mas falarei mesmo assim; a milhares e milhares de pastores que vivem de cesta básica, pagam para dirigir igreja, não tem uma remuneração adequada. Esperar o que de um homem desse? Que ele seja um super homem, um mapa da mina para a vida de milhares de pessoas? Não, pastor precisa ser amado, compreendido.
Sou pastor, pai de família, tenho uma esposa linda, duas filhas maravilhosas, mas decidi me humanizar. Não serei mais um. Choro na frente delas, desabafo com minha companheira, ouço ela.
fechará as portas porque você saiu. Procurem ajuda de psicólogos se for preciso. Tirem férias. Tenham mentores espirituais. Sejam humanos.
Igreja, socorra seus pastores!
Oro a Deus pelos companheiros que estão vivos, porque esses que se mataram, a conversa que ouviremos é que eles são fracos, covardes, porque tiraram a própria vida, ou seja, tudo o que fizeram caiu no esquecimento, afinal de contas, são pastores!


sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Cuidado no falar e no calar-se

Adiberj.
(ILUSTRAÇÃO)
“Quem tem conhecimento é comedido no falar, e quem tem entendimento é de espírito sereno. Até o insensato passará por sábio, se ficar quieto, e, se contiver a língua, parecerá que tem discernimento.” (Provérbios 17.27-28)
O sentido da palavra conhecimento neste verso de Provérbio tem mais a ver com aprendizado do que com mero acumulo de informação. “Quem tem conhecimento” não refere-se a alguém que obteve formação, acumulou informação sobre alguma coisa, ainda que seja a Bíblia, teologia ou qualquer outro tema. O texto esta fazendo referência a quem passou a conhecer a vida de forma mais profunda, mais madura. “Quem tem conhecimento” refere-se a quem obteve sabedoria. Os sábios são comedidos no falar. Como afirmou Aristóteles, eles não despejam nos outros tudo que lhes vem à mente e jamais dizem qualquer coisa sem que tenham deixado na mente o bastante para terem certeza de que devem falar. Os presunçosos não agem assim. Muito menos revelam um espírito sereno. É importante ter em mente que nem todo que fica calado é sábio. Às vezes o insensato passa por sábio, quando fica calado. Mas passar por sábio aos olhos dos outros não resolve a nossa própria vida.
Os astutos, por outro lado, podem fazer do silêncio um artifício. Mas seu silêncio nada tem a ver com sabedoria, humildade ou serenidade. Ao contrário, pode ter a ver com perversidade. Pode ter a ver com a atitude de quem friamente cala-se diante de situações difíceis para não se expor e por fim conseguir o que deseja. Isso funciona bem no mundo que jaz no Maligno (1 Jo 5.19), no reino dos homens. Um reino em que mais importa o que dá certo, o que funciona, do que o que é certo. No Reino de Deus, não. Nele importa o que é certo. Nele a frieza não substitui a serenidade. O silêncio calculado não substitui o silêncio que resulta da humildade. Precisamos ter em mente que a vida segundo o Reino de Deus produz, inevitavelmente, pessoas melhores, seres humanos amáveis e cuja ética enriquece a vida. Nele não há lugar para sagacidade, frieza ou dissimulação.
Toda esta semana temos sido desafiados a avaliar nossas palavras, o modo como usamos essa capacidade tão especial: a comunicação. Devemos ter mais cuidado para não praticarmos uma comunicação corrupta, enganosa, maldosa. Seja por meio do que falamos ou por nossa atitude de nos calar. 
Falar ou guardar silêncio não devem ser atitudes perversas, mas atitudes que revelem um caráter sob influência do Espírito Santo. Jesus nos advertiu que o que sai de nossa boca vem do coração! Lembremo-nos que o silêncio também fala. Não nos enganemos pensando que trata-se apenas de alguma coisa que falamos ou deixamos de falar. Levemos a sério nossas palavras e também nosso silêncio. Que eles revelem um coração saudável. E se pecarmos no falar, ou ao nos calar, que haja sincero arrependimento e que busquemos seriamente consertar nossa atitude. Que Deus nos ajude nesse desafio.


Após os suicídios de dois pastores, reacende debate sobre o tema entre evangélicos

ADIBERJ.


O suicídio é uma questão complexa, que envolve inúmeros fatores e, teologicamente, não há consenso entre os grandes estudiosos da Bíblia Sagrada. Tudo isso à parte, a notícia do suicídio de um pastor assembleiano na última terça-feira, 12 de dezembro, reacendeu o debate sobre os casos de depressão entre os pastores evangélicos.
O pastor Júlio César Silva, ex-presidente da Assembleia de Deus Ministério de Madureira na cidade de Araruama, região dos lagos no estado do Rio de Janeiro, cometeu suicídio em sua casa, em um condomínio de alto padrão onde vivia. Ele era casado e tinha duas filhas.
De acordocom informações da Polícia Civil, Silva usou uma corda para se enforcar, mas não deixou nenhum bilhete ou recado detalhando sua motivação. Durante a madrugada de terça para quarta-feira, 13 de dezembro, o velório foi realizado na filial da denominação na Tijuca, com a presença de 50 pastores e do bispo Abner Ferreira.
De acordo com informações do Pleno News, o sepultamento foi realizado na cidade de Goiânia (GO), no estado de origem de sua família. Júlio César Silva era um pastor renomado no Ministério de Madureira, com relação de proximidade com outros grandes nomes, como o bispo Samuel Ferreira, da AD Brás, e o pastor Marco Feliciano (PSC-SP).
Nas redes sociais, milhares de evangélicos expressaram perplexidade com a notícia, e muitos aproveitaram a oportunidade para manifestar pesar com a notícia e pedir orações pelos familiares do pastor.
Marco Feliciano usou suas mídias para fazer uma ponderação, dizendo que as circunstâncias da morte de Silva serão julgadas na eternidade, e que muitas vezes a pressão sobre um pastor é tão intensa que ele termina sofrendo com depressão.
“O seu pastor é tão humano quanto você. A diferença é que você se preocupa apenas com os seus problemas e ele com os problemas dele e de todo mundo. Ele sente vontade de parar, desistir, sofre, chora, mas esconde as lágrimas quando sobe no altar. Afinal, ele está ali para abençoar e encorajar você”, ponderou Feliciano.
Já existem estudos que apontam que casos de depressão entre pastores têm índices altíssimos, acima da média entre diversas ocupações.
Assista uma das últimas mensagens do Pastor Júlio César:


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Seu tanque está vazio?

Adiberj.

Certo condutor, após adquirir um automóvel novo, decidiu testá-lo em uma boa rodovia que cortava sua cidade. Confortavelmente assentado em banco anatômico, ligou o som em uma música ambiente e acionou o condicionador de ar, ao tempo em que acelerou o veículo, fazendo de conta que não existia relógio. Percorreu muitos quilômetros, satisfeito com o desempenho da sua nova aquisição e os recursos que tornavam a viagem segura. Mas, de repente, o veículo “morreu”. Decepcionado, o dono do veículo precisou solicitar assistência técnica para socorrê-lo. Após analisar o excelente automóvel, o mecânico perguntou para o proprietário: “Seu tanque está vazio?”. O diagnóstico, em forma de pergunta, foi perfeito. O tanque estava vazio!
Muitos cristãos têm andado pelas estradas longas e, por vezes, defeituosas da vida, com o tanque vazio. São habilidosos, tementes a Deus e bem intencionados naquilo que fazem. Mas, assim como acontece com um excelente automóvel que não tem combustível para queimar, estão cansados, frustrados e apresentam sinais de abalo na saúde física. Falta-lhes energia para continuarem o tráfego nas rodovias da vida social, profissional, familiar e eclesiástica com bom desempenho.
Desfrutar de relacionamento contínuo e prazeroso com Deus, especialmente por meio da oração e da meditação nas Escrituras, é o melhor combustível que podemos buscar nos postos de reabastecimento da existência humana. Sem Deus, o nosso esforço é insuficiente para continuarmos andando. Disse Jesus: “Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (Jo 15.5).
Alguns aditivos para o nosso combustível são oferecidos por nosso Deus. Dentre esses, destaco: vivência familiar equilibrada, reconhecimento das próprias limitações, compartilhamento de dificuldades enfrentadas com gente íntegra e cuidado com a saúde do corpo e da mente. Este é o desejo do apóstolo João para Gaio, a quem ele direcionou as seguintes palavras, sob a orientação de Deus: “Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma.” (III Jo 2).
Seu tanque está vazio? Pare um pouco, ajuste a rota do seu viver em direção ao posto de combustível mais próximo de você e, então, prossiga em sua caminhada. Conte com o auxílio gratuito daquele que inventou o veículo e seu combustível. Deus, o seu Criador, conhece-o muito bem e sabe fazer com que você funcione satisfatoriamente sem ter que “pegar no tranco” ou parar antes de chegar ao destino desejado.
Pr. Tarcísio Farias Guimarães