quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Fim de Ano: Uma Reflexão

Do Adiberj:
Cada minuto que passa é um milagre que não se repete. Esta frase era muito disseminada na antiga rádio relógio do Rio de Janeiro e nos faz refletir sobre a importância de valorizarmos o tempo que temos.  

Mais um ano está se findando, para uns é um momento de pura nostalgia onde as lembranças borbulham no cérebro; os bons momentos são lembrados com a triste sensação de saber que nunca mais serão experimentados novamente, já os ruins trazem o fel da dor que teima em incomodar novamente, momentos que deveriam ser deletados da memória para sempre, mas insistem em assombrar, principalmente nestas horas. Para outros é um momento de pura expectativa e euforia, onde a ansiedade é tanta com os sonhos projetados para o novo ano que o passado já está arquivado e zipado e só será acessado em caso de extrema necessidade. Já para alguns é indiferente, onde não há planos, sonhos, metas, planejamentos ou sequer expectativa alguma. Apenas mais um ano e só. A mesma rotina de sempre.  

Não devemos perder tempo relembrando as dificuldades ou momentos de triunfo vividos em 2017 apenas por um saudosismo barato. Se tivermos que relembrar algo deve ser com uma motivação escusável para rever os planos, corrigir erros ou até mesmo para nos manter no caminho certo, senão, não vale a pena.

Não devemos supervalorizar este momento, pois é apenas uma transição imposta por um calendário. Devemos encará-lo como um simples “pit stop” a ser utilizado para reabastecimento de ânimos, fé e esperança; recalcular as metas e focar no objetivo. Não existe magia alguma no réveillon, como alguns acreditam. Deixemos a superstição de lado e avancemos determinados a vencer os desafios do porvir. Se quisermos buscar as soluções e ajuda no mundo espiritual, então, temos que buscar algo mais confiável, que tal na Bíblia, e, jamais nos eximirmos da responsabilidade que temos em dar o melhor de nós mesmos e não ficarmos achando que tudo irá cair do céu “de mão beijada” sem esforço algum como num passe de mágica.

Tenhamos uma visão realista/otimista, ou seja, a noção da realidade em que vivemos com todas as implicações conjunturais, econômicas e sociológicas, no entanto, sem perdermos a confiança de que a tempestade que surge tende a passar com a mesma rapidez e que dias melhores poderão surgir brevemente.

Não queiramos tentar fazer tudo sozinhos, incluamos em nossos planos sempre a possibilidade de obtermos a ajuda de alguém. Somos seres sociáveis e precisamos disto para a nossa sobrevivência. Jamais deixemos Deus de fora, pois isto seria uma tolice, o prenúncio da nossa derrocada. Ele precisa ter a primazia, pois nada acontece sem o seu aval.

Vamos aproveitar melhor o tempo que temos, tratando-o como relíquia. Amemos mais, beijemos mais, abracemos mais, nos doemos mais, perdoemos mais, sorriamos mais. Sejamos pessoas melhores para construirmos um mundo melhor.

Que Deus nos abençoe neste novo ano, concedendo-nos a sua proteção, provisão e direção a fim de cumprirmos os seus desígnios e que a graça superabundante de Cristo Jesus permaneça para sempre, tornando-nos por seu intermédio, mais que vencedores.

Feliz 2018!


segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Pastor explica o porquê de colegas cometerem suicídios

Da JMN/ADIBERJ.
Pastor Wesley Carvalho
Antes de qualquer coisa, não é justificativa; o suicídio é injustificável.
Em primeiro lugar, meu objetivo aqui é atingir dois públicos; a igreja e os pastores.
Ser pastor não é profissão, embora muitos pensam que é. Mas há pesquisas que afirmam que é uma das profissões mais tensas que existe.
Os que estão de fora do nosso universo pensam que vida de pastor é regalia, luxo, ou coisas do tipo. Não, não é.
Pastor é ser humano, mas um ser humano travestido de “Chapolim Colorado”, ou seja, salva a todos sem ter ninguém que o defenda. Gente, pastor chora, peca, erra, precisa de carinho, precisa de visita, depende de oração, necessita de ajuda. Mas a igreja, a sociedade, nunca espera que esse pastor exista, ela quer um pastor como um herói das “estórias” de quadrinho, ESSE PASTOR NÃO EXISTE.
Na verdade, somos heróis mesmo, porque somente heróis amam sem esperar serem amados, trabalham sem esperar recompensa, sacrificam a família, o tempo, a vida, em prol de vidas.
Os conflitos da vida de um pastor são inúmeros; imaginem vocês trabalharem a vida toda, sem direito a aposentadoria, alguns poucos “privilegiados” tem direito à jubilação, a maioria não.
Pastor não tem amigos, se ele se abre com alguém, amanhã esse alguém abre a sua vida o expondo, e a reação da igreja é essa; ” nossa nunca pensei que o pastor fosse essa pessoa”! Ou seja, nós não podemos ter defeitos, fraquezas ou coisas do tipo.
Pastor não pode envolver a família com os problemas da igreja… E diga-se de passagem, a maioria das esposas de pastor são depressivas ou tem problemas com insônia, síndrome do pânico ou coisas afins.
Pastor não tem direito á plano de saúde, apenas alguns. Pastor não se aposenta como pastor, apenas alguns jubilam pela igreja. Filhos de pastor não podem errar, afinal de contas, são filhos de pastores. Pastor não vive, vejeta.
Se sorrir é moleque, se não, é carrancudo. Se acorda cedo, não fez vigília, se acorda tarde, é preguiçoso. Se tem pulso é carrasco, se é manso é relapso.
Os filhos de todo mundo peca, mas se os do pastor pecar…

Vou falar algo que muita gente não irá acreditar, mas falarei mesmo assim; a milhares e milhares de pastores que vivem de cesta básica, pagam para dirigir igreja, não tem uma remuneração adequada. Esperar o que de um homem desse? Que ele seja um super homem, um mapa da mina para a vida de milhares de pessoas? Não, pastor precisa ser amado, compreendido.
Sou pastor, pai de família, tenho uma esposa linda, duas filhas maravilhosas, mas decidi me humanizar. Não serei mais um. Choro na frente delas, desabafo com minha companheira, ouço ela.
fechará as portas porque você saiu. Procurem ajuda de psicólogos se for preciso. Tirem férias. Tenham mentores espirituais. Sejam humanos.
Igreja, socorra seus pastores!
Oro a Deus pelos companheiros que estão vivos, porque esses que se mataram, a conversa que ouviremos é que eles são fracos, covardes, porque tiraram a própria vida, ou seja, tudo o que fizeram caiu no esquecimento, afinal de contas, são pastores!


sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Cuidado no falar e no calar-se

Adiberj.
(ILUSTRAÇÃO)
“Quem tem conhecimento é comedido no falar, e quem tem entendimento é de espírito sereno. Até o insensato passará por sábio, se ficar quieto, e, se contiver a língua, parecerá que tem discernimento.” (Provérbios 17.27-28)
O sentido da palavra conhecimento neste verso de Provérbio tem mais a ver com aprendizado do que com mero acumulo de informação. “Quem tem conhecimento” não refere-se a alguém que obteve formação, acumulou informação sobre alguma coisa, ainda que seja a Bíblia, teologia ou qualquer outro tema. O texto esta fazendo referência a quem passou a conhecer a vida de forma mais profunda, mais madura. “Quem tem conhecimento” refere-se a quem obteve sabedoria. Os sábios são comedidos no falar. Como afirmou Aristóteles, eles não despejam nos outros tudo que lhes vem à mente e jamais dizem qualquer coisa sem que tenham deixado na mente o bastante para terem certeza de que devem falar. Os presunçosos não agem assim. Muito menos revelam um espírito sereno. É importante ter em mente que nem todo que fica calado é sábio. Às vezes o insensato passa por sábio, quando fica calado. Mas passar por sábio aos olhos dos outros não resolve a nossa própria vida.
Os astutos, por outro lado, podem fazer do silêncio um artifício. Mas seu silêncio nada tem a ver com sabedoria, humildade ou serenidade. Ao contrário, pode ter a ver com perversidade. Pode ter a ver com a atitude de quem friamente cala-se diante de situações difíceis para não se expor e por fim conseguir o que deseja. Isso funciona bem no mundo que jaz no Maligno (1 Jo 5.19), no reino dos homens. Um reino em que mais importa o que dá certo, o que funciona, do que o que é certo. No Reino de Deus, não. Nele importa o que é certo. Nele a frieza não substitui a serenidade. O silêncio calculado não substitui o silêncio que resulta da humildade. Precisamos ter em mente que a vida segundo o Reino de Deus produz, inevitavelmente, pessoas melhores, seres humanos amáveis e cuja ética enriquece a vida. Nele não há lugar para sagacidade, frieza ou dissimulação.
Toda esta semana temos sido desafiados a avaliar nossas palavras, o modo como usamos essa capacidade tão especial: a comunicação. Devemos ter mais cuidado para não praticarmos uma comunicação corrupta, enganosa, maldosa. Seja por meio do que falamos ou por nossa atitude de nos calar. 
Falar ou guardar silêncio não devem ser atitudes perversas, mas atitudes que revelem um caráter sob influência do Espírito Santo. Jesus nos advertiu que o que sai de nossa boca vem do coração! Lembremo-nos que o silêncio também fala. Não nos enganemos pensando que trata-se apenas de alguma coisa que falamos ou deixamos de falar. Levemos a sério nossas palavras e também nosso silêncio. Que eles revelem um coração saudável. E se pecarmos no falar, ou ao nos calar, que haja sincero arrependimento e que busquemos seriamente consertar nossa atitude. Que Deus nos ajude nesse desafio.


Após os suicídios de dois pastores, reacende debate sobre o tema entre evangélicos

ADIBERJ.


O suicídio é uma questão complexa, que envolve inúmeros fatores e, teologicamente, não há consenso entre os grandes estudiosos da Bíblia Sagrada. Tudo isso à parte, a notícia do suicídio de um pastor assembleiano na última terça-feira, 12 de dezembro, reacendeu o debate sobre os casos de depressão entre os pastores evangélicos.
O pastor Júlio César Silva, ex-presidente da Assembleia de Deus Ministério de Madureira na cidade de Araruama, região dos lagos no estado do Rio de Janeiro, cometeu suicídio em sua casa, em um condomínio de alto padrão onde vivia. Ele era casado e tinha duas filhas.
De acordocom informações da Polícia Civil, Silva usou uma corda para se enforcar, mas não deixou nenhum bilhete ou recado detalhando sua motivação. Durante a madrugada de terça para quarta-feira, 13 de dezembro, o velório foi realizado na filial da denominação na Tijuca, com a presença de 50 pastores e do bispo Abner Ferreira.
De acordo com informações do Pleno News, o sepultamento foi realizado na cidade de Goiânia (GO), no estado de origem de sua família. Júlio César Silva era um pastor renomado no Ministério de Madureira, com relação de proximidade com outros grandes nomes, como o bispo Samuel Ferreira, da AD Brás, e o pastor Marco Feliciano (PSC-SP).
Nas redes sociais, milhares de evangélicos expressaram perplexidade com a notícia, e muitos aproveitaram a oportunidade para manifestar pesar com a notícia e pedir orações pelos familiares do pastor.
Marco Feliciano usou suas mídias para fazer uma ponderação, dizendo que as circunstâncias da morte de Silva serão julgadas na eternidade, e que muitas vezes a pressão sobre um pastor é tão intensa que ele termina sofrendo com depressão.
“O seu pastor é tão humano quanto você. A diferença é que você se preocupa apenas com os seus problemas e ele com os problemas dele e de todo mundo. Ele sente vontade de parar, desistir, sofre, chora, mas esconde as lágrimas quando sobe no altar. Afinal, ele está ali para abençoar e encorajar você”, ponderou Feliciano.
Já existem estudos que apontam que casos de depressão entre pastores têm índices altíssimos, acima da média entre diversas ocupações.
Assista uma das últimas mensagens do Pastor Júlio César:


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Seu tanque está vazio?

Adiberj.

Certo condutor, após adquirir um automóvel novo, decidiu testá-lo em uma boa rodovia que cortava sua cidade. Confortavelmente assentado em banco anatômico, ligou o som em uma música ambiente e acionou o condicionador de ar, ao tempo em que acelerou o veículo, fazendo de conta que não existia relógio. Percorreu muitos quilômetros, satisfeito com o desempenho da sua nova aquisição e os recursos que tornavam a viagem segura. Mas, de repente, o veículo “morreu”. Decepcionado, o dono do veículo precisou solicitar assistência técnica para socorrê-lo. Após analisar o excelente automóvel, o mecânico perguntou para o proprietário: “Seu tanque está vazio?”. O diagnóstico, em forma de pergunta, foi perfeito. O tanque estava vazio!
Muitos cristãos têm andado pelas estradas longas e, por vezes, defeituosas da vida, com o tanque vazio. São habilidosos, tementes a Deus e bem intencionados naquilo que fazem. Mas, assim como acontece com um excelente automóvel que não tem combustível para queimar, estão cansados, frustrados e apresentam sinais de abalo na saúde física. Falta-lhes energia para continuarem o tráfego nas rodovias da vida social, profissional, familiar e eclesiástica com bom desempenho.
Desfrutar de relacionamento contínuo e prazeroso com Deus, especialmente por meio da oração e da meditação nas Escrituras, é o melhor combustível que podemos buscar nos postos de reabastecimento da existência humana. Sem Deus, o nosso esforço é insuficiente para continuarmos andando. Disse Jesus: “Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (Jo 15.5).
Alguns aditivos para o nosso combustível são oferecidos por nosso Deus. Dentre esses, destaco: vivência familiar equilibrada, reconhecimento das próprias limitações, compartilhamento de dificuldades enfrentadas com gente íntegra e cuidado com a saúde do corpo e da mente. Este é o desejo do apóstolo João para Gaio, a quem ele direcionou as seguintes palavras, sob a orientação de Deus: “Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma.” (III Jo 2).
Seu tanque está vazio? Pare um pouco, ajuste a rota do seu viver em direção ao posto de combustível mais próximo de você e, então, prossiga em sua caminhada. Conte com o auxílio gratuito daquele que inventou o veículo e seu combustível. Deus, o seu Criador, conhece-o muito bem e sabe fazer com que você funcione satisfatoriamente sem ter que “pegar no tranco” ou parar antes de chegar ao destino desejado.
Pr. Tarcísio Farias Guimarães


terça-feira, 21 de novembro de 2017

Dez verdades sobre os crentes que ficam

(ILUSTRAÇÃO)
Antigamente, era mais difícil namorar. Pelo menos, para os feios que nem eu! Havia todo um ritual: olhar, falar com os olhos, escrever bilhetes (a mocidade, pelo menos, sabia escrever!), falar pessoalmente e propor namoro.

Complicado, mas muito romântico. Hoje, as coisas nesse sentido se deterioraram a tal ponto que a gente não sabe se está lidando com uma moça ou com uma aprendiz de prostituta, com um rapaz ou com um cabra safado. Não digo que no passado era melhor.

Digo que, no presente, ficou deveras menor, o ato do namoro. O que eu tenho a dizer a geração do ficar?

1. Quem gosta de ficar não merece confiança.

2. Quem gosta de ficar é imaturo e superficial.

 3. Quem costuma ficar pode virar uma prostituta.

 4. Quem gosta de ficar pode acabar viciado em pornografia.

5. Quem gosta de ficar está sinalizando que não leve os princípios de Deus sobre namoro à sério.

6. Quem costuma ficar pode casar com o pior parceiro ou parceira. Quem escolhe demais...

7. Quem fica tem a ilusão de que é superior, quando, na verdade, já virou verme.

 8. Quem costuma ficar não fica na hora que o parceiro ou parceira mais precisa.

9. Quem gosta de fica nunca leva relacionamento a sério.

10. Quem gosta de ficar vai acabar... ficando só!

11. Ficar é negócio para aprendiz de canalha ou para quem tem vocação para margiranha! (Espere aí, pastor! O senhor disse que ia dar dez verdades, já registrou onze... - Desculpe, eu me empolguei! Mas, já que transgredi o título, lá vai a 12a. Quem costuma ficar pode acabar ficando com um(a) enviado(a) de Belzebu!).

Texto do Pr. Geraldo Magela

Igreja Maranata/Ministério Surubim.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

‘Jovens Cheios do Espírito Santo Fazendo a Diferença’ é Tema de Encontro da Assembléia de Deus em Vertente do Lério

(Foto: Divulgação do Blog)
Nesta quarta-feira (15) de novembro, os jovens assembleianos de Vertente do Lério, recepcionaram outros jovens vindos dos municípios de Gloria do Goitá; Feira Nova e Surubim, para o 1º Encontro de Jovens realizado pela Assembléia de Deus local.

Este dia ficará marcado na vida dos jovens assembleianos da cidade do “Ouro Branco”, por ter sido um dia de muita entrega e comunhão intima com Deus.

Fazendo a diferença, significa sai do lugar comum (Comodismo) e falar aos quatro quantos que Jesus Cristo é maravilhoso, e que os jovens são especiais aos olhos de Deus. Ser Cheio do Espírito Santo, é antes de tudo, deixar o eu, para que Cristo seja luz em suas vidas.

A programação que durou o dia inteiro, transformou a quadra da Escola José Batista de Souza em Templo de Deus por um Dia. Onde a igrejas que somos nós, pudesse está reunida buscando, entender por meio do Espírito Santo, qual o nosso papel com jovem e cidadão em meio à sociedade que vivemos.

A Proclamação da República serviu para se Proclamar que o Senhor Jesus Cristo, é o Senhor de nossas vidas e da cidade de Vertente de Lério, de Pernambuco e do Brasil.

Pela manhã houve estudo da palavra e evangelização, enquanto que à tarde, a conversa direta com Deus aconteceu por meio da oração, fechando o encontro a noite com participação de levitas (Cantores) e pregação da palavra de Deus.
 
(Montagem/Diácono Sérgio Ramos)
 


Escrito por Sérgio Ramos/Diácono/Radialista e Blogueiro – 16/11/2017


Católicos realizam IV Caminhada da Fé em Vertente do Lério

(Foto: Divulgação)
O feriado de 15 de novembro levou os fies da Igreja Católica Apostólica Romana, a uma caminhada pela manhã saindo da frente da igreja localizada no Tambor de Cima, seguindo até a comunidade de Lagoa Escondida.

A caminhada deste ano foi organizada pelos fies das comunidades do setor do Tambor, e as demais comunidades participaram ativamente. Ainda de acordo com o pároco, em 2018 haverá mais caminhada da Fé. Destacou padre José Sebastião Costa.

A igreja já está em sua IV edição da Caminhada da FÉ.

Percebemos; que embora talvez não seja esta a intenção do padre e dos seus paroquianos, ao criar a caminhada, mas o fato é que além de um momento de comunhão e fé fortalecendo o Espírito, eles também estão cuidando da saúde física, tirando o corpo do sedentarismo.

Todo o itinerário começa com um café da manhã regado a frutas, e encerra com celebração eucarística, banho e almoço.
(Foto: Divulgação)

Muito feliz; Padre Sebastião, agradeceu a Deus e aos fies por mais um ano de caminhada.

Escrito por Sérgio Ramos/Diácono/Radialista e Blogueiro – 16/11/2017

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Assembléia de Deus realizará encontro de jovens nesta quarta (15) em Vertente do Lério/PE


Com o tema: “Jovens cheios do Espírito Santo fazendo a diferença”, a Igreja Evangélica Assembléia de Deus irá realizar nesta quarta-feira (15), feriado da Proclamação da República, o primeiro (1º) Encontro de Jovens no município de Vertente do Lério.

O evento acontecerá durante o dia inteiro, com inicio ás 08h, e encerramento por volta das 21h. No período da manhã haverá evangelização em massa e estudo para todos os jovens.

Já à tarde, acontece o circulo de oração, e a noite encontro jovem, com cantores e pregadores convidados. Toda programação acontecerá na quadra coberta da Escola José Batista de Souza, no centro da cidade.

Escrito por Sérgio Ramos/Diácono/ Radialista e Blogueiro – 14/11/2017
Envie suas noticias e denuncias para o E-mail: felizsramosdecarvalho@yahoo.com.br-

Igreja: membros pecadores e pastores frouxos!

Da ADIBERJ.

A Igreja de Jesus está contaminada. O pecado é um câncer que tem se desenvolvido cada vez mais rápido no meio do povo de Deus. A pureza da noiva de Cristo parece não mais existir, quando olhamos para a igreja e tentamos ver nela o que a Bíblia diz que deveríamos ver. Santidade? Nosso povo parece não conhecer o que é isso. Talvez não conheça mesmo! Crentes sem compromisso com Deus e com a Palavra, mas seriamente comprometidos com o pecado, sem nenhuma vontade de abandoná-lo.
Mas que tipo de pecado podemos encontrar no meio do povo que se diz de Deus? Infelizmente, todo tipo! Adultério, maledicência, impureza, avareza, idolatria, inimizades, brigas, bebedices, desobediência a Deus e aos líderes… Na verdade, toda a lista de pecados existentes.
A Igreja de Jesus está contaminada. O pecado é um câncer que tem se desenvolvido cada vez mais rápido no meio do povo de Deus. 
A situação da igreja é grave. Mas por que digo isso? Porque além de estar contaminada, não se incomoda. O homem que está traindo sua esposa participa normalmente dos cultos como se nada estivesse acontecendo. Da mesma forma, a mulher que está traindo seu marido. Adúlteros que não são incomodados pelo seu pecado! Pessoas que bebem e causam escândalo entram no templo sem nenhum tipo de constrangimento. Sem continuar com os exemplos, a questão é: os membros da igreja de Jesus estão alimentando seus pecados, vivendo na carne, sentem prazer no pecado, não se incomodam por estar vivendo totalmente fora do padrão estabelecido por Deus e continuam como membros da igreja local, sem que nada seja feito. A igreja não toma providências. Isso não pode continuar assim!
No meio dessa situação caótica, penso nos pastores. Homens escolhidos por Deus para liderar o rebanho do Senhor, para ensinar a Palavra, para guiar o povo pelo caminho correto. Onde estão esses homens? O que eles estão fazendo? Por que não tomam providências? Se a igreja é imatura e aceita o pecado, o pastor está aí para acabar com essa zona! Exatamente isso: zona! Mas a maioria tem se calado.
Alguns pastores não tomam providências porque não querem ficar estressados, não querem perder a saúde. Outros não tomam providências porque não querem arrumar problemas com a família de quem está no erro. Há aqueles que não fazem nada porque acreditam que o tempo vai resolver a situação. E ainda há aqueles que não fazem nada por medo. Medo de tudo e de todos. Pior ainda, não gostam quando algum membro da igreja diz que eles precisam tomar providências. Dizem que esse tipo de membro atrapalha a vida da igreja. É mole? O membro que enxerga o que deve ser feito é o causador do problema, pastores? Parem com isso!
Pastores frouxos! Isso é o que muitos têm sido. Pastores medrosos, covardes, sem unção, sem compromisso com Deus, sem compromisso com a Palavra, sem compromisso com a santidade e a pureza da igreja de Cristo. Pastores que não agem com a autoridade que lhes foi concedida por Deus. Pastores que não estão sendo dignos da missão que Deus lhes confiou.
Que Deus tenha misericórdia de Sua igreja e desses pastores que agem dessa forma!
Wanderson Miranda de Almeida
Escritor e Colunista deste Portal



quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Somente as Escrituras - Sola 1

ADIBERJ.
(Reprodução/Divulgação)
“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.” (2 Timóteo 3.16-17)
Devido aos muitos desvios praticados pela igreja na Idade Média, integrantes do clero e outros pensadores cristãos protagonizaram o que ficou conhecido historicamente como A Reforma Protestante. Luthero não foi o único, mas tornou-se um símbolo ao se opor à venda de indulgencias, publicando suas 95 teses em Wittenberg. Elas questionavam diretamente as promessas de perdão e libertação feitas aos que compravam as indulgências. A igreja havia chegado a isso devido ao abandono das Escrituras como norteadora de suas práticas, tendo passado a criar, a partir de seus interesses, doutrinas que não encontravam qualquer base nas Escrituras. Em resposta os reformadores propuseram a singularidade das Escrituras como fonte de autoridade para a vida do cristão.
A fé cristã não deveria estar sujeita à criatividade e casuísmos dos líderes da igreja. Distante do conhecimento das Escrituras, os cristãos estariam à mercê dos líderes e na dependência de seu caráter. Os reformadores compreenderam a necessidade de conhecimento das Escrituras para que o fiel pudesse viver e agradar a Deus. Pois agradar a igreja ou agradar aos seus líderes não poderia ser tomado como sinônimo de agradar o Senhor da igreja. A igreja e seus líderes não deveriam ser tomados como autoridade final na instrução de como viver e agradar a Deus. O perdão e graça não estavam sob o poder da igreja. “Voltemos às Escrituras” era a palavra de ordem entre os reformadores.
Conquanto possamos concordar quanto à dificuldade de compreendermos muitos contextos e passagens bíblicas, continua firme o princípio de Somente as Escrituras (Sola Scriptura) como o repositório da revelação de Deus e Sua vontade. Como Paulo escreveu, ela é inspirada por Deus e útil para nos ensinar, nos repreender, para nos corrigir e instruir na justiça, a fim de que amadureçamos e sejamos aptos para viver e agradar a Deus. Não existe maturidade espiritual sem conhecimento das Escrituras. Conquanto conhece-la apenas não determine que sejamos maduros, ignorá-la determina nossa imaturidade e falta de discernimento espiritual. Diante disso, qual o lugar das Escrituras em sua vida? Você a conhece? Lê? Medita e busca examinar-se à luz de seus ensinos?


sábado, 14 de outubro de 2017

O que é ser nova criatura?

Do ipiriopreto.com.br
(ILUSTRAÇÃO)
2 Cor 5:17 “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.

“Nova criatura” - esta expressão usada pelo apóstolo Paulo é muito comum no meio da Igreja, mas, será que ela é bem entendida?

Teve um tempo, não muito distante, em que ser “nova criatura” significava aquele indivíduo que acabara de ser recebido em uma igreja evangélica. Logo de cara lhe era explicado que ele devia deixar de beber, fumar ou mais algum item de uma lista pré-estabelecida. Neste tempo, a “nova criatura” se isolava de seus amigos, familiares, pois, afinal de contas, a “nova criatura” era tão justa que as demais pessoas não eram dignas de sua amizade e presença.

Porém, hoje vivemos outro extremo. “Nova criatura” deixou o âmbito de um pequeno grupo religioso em nosso país e ganhou as grandes mídias, as massas, a TV. Ser “nova criatura” ganhou status de uma pessoa próspera, sem problemas financeiros ou de saúde. Agora, para essas “novas criaturas”, não há muita cobrança moral ou uma postura ética para as suas ações; tudo vale, desde que semeie o dinheiro no solo fértil de uma igreja que se acha a portadora do monopólio das bênçãos de Deus.

Entretanto, olhando para o contexto do versículo bíblico acima citado, vemos outra realidade do significado de ser “nova criatura”. Primeiro, ser “nova criatura” significa estar em Cristo, isto é, dentro da nova aliança fundamentada no sacrifício do Filho de Deus. É crer que aquEle que não conheceu pecado o fez pecado por nós (v21). É ter a consciência de que foi aceito por Deus mediante os méritos vicários de Jesus. Esta consciência produz mudança de vida, o “eu” morre. Aqueles que foram beneficiados pela morte e ressurreição de Jesus não podem viver mais para si mesmos (v15).

Assim, quando nos tornamos “novas criaturas”, é de se esperar mudança de vida, contudo não podemos perder o foco que não somos melhores do que ninguém. Se fizermos ou deixarmos de fazer algo é porque a mesma graça de Deus que nos chamou para salvação está operando em nós produzindo frutos de santificação.

Ser “nova criatura” possui outra conseqüência: “somos reconciliados com Deus e nos tornamos reconciliadores” (v18) onde “tudo provém de Deus” (v18), tanto a reconciliação como o nosso ministério de reconciliação. Logo, a mensagem de Paulo é teocrática, a iniciativa e a execução são ações de Deus.

Portanto, podemos nos aventurar a dizer que ser “nova criatura” envolve a gratidão, não a arrogância, de sermos separados por Deus por meio de Jesus Cristo e, também, envolve a consciência da incumbência de sermos os seus embaixadores (v20). 

Licenciado Rodrigo Reis Pracone







quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Alexandre Farias estamos em Oração por sua recuperação.


O apresentador do ABTV 2ª edição, da TV Asa Branca, Alexandre Farias, foi vitima de uma bala perdida na noite do sábado (16) no bairro Alto do Moura, em Caruaru. O ator e jornalista havia apresentado o telejornal e quando saiu, foi a um supermercado da cidade. Segundo as informações, ele ia para a casa dele quando foi atingido por um disparo na cabeça.

Alexandre encontra-se internado, sedado e em como induzido, então neste momento, o que mais importa, é ele sair desta situação e voltar as suas atividades normais.

A palavra do Senhor Jesus Cristo, nos ensinar no salmo 40, a esperar com paciência nEle. E é confiando nesta sua palavra, que oramos e acreditamos no único que tem o poder para restaurar o nosso amigo do momento delicado que se encontra, usando os profissionais médicos, que é o Senhor dos Senhores e médicos dos médicos Jesus Cristo.

Sabe, quando o homem natural pensa que não há mais saída, Deus chega com providência, portanto creiamos, e assim veremos Alexandre Farias sobre posse de Vitória.

“Esperei com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor.Salmos 40:1

Bem-aventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança, e que não respeita os soberbos nem os que se desviam para a mentira. Salmos 40:4

Aos familiares do Alexandre, quero dizer, tudo é possível ao que CRER, portanto todas as coisas são mistérios de Deus em nosso viver. Ele, Deus está trabalhando na vida do mesmo, e muito em breve, estaremos todos exaltando o nome do Senhor Jesus Cristo e assistindo as noticias apresentadas por ele na TV, além de permanecermos vendo sua atuação no teatro como ator que o É.

Diácono Sérgio Ramos.



segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Mensagem para a juventude!


Quero nesta mensagem especial, me dirigir diretamente aos jovens leitores que me acompanham pelas redes sócias.

A vida que você leva está fazendo bem a sua alma, sua família e a todos que estão ao seu lado?

Confira o vídeo abaixo e faça sua reflexão:


segunda-feira, 31 de julho de 2017

Uma palavra ao seu coração: Paciência, sua benção vai chegar.


Início mais uma semana, me dirigindo a você que está aflito, e o digo, tendes paciência, pois sua benção chegará.

Muitas vezes queremos fazer as coisas ao nosso modo e de qualquer jeito, e ficamos desesperados quando não acontece da maneira que queremos, então vamos refletir. Tudo que procuramos executar sem a direção de Deus, com toda certeza, jamais dará certo. Então precisamos planejar e entregar aos cuidados do Senhor Jesus Cristo, trabalharmos sob sua direção e ter paciência, que no momento certo, o que desejamos irá acontecer.

Mas também, se pensarmos, que somos deuses, e que tudo acontece da forma e de acordo com nossa vontade, iremos fatalmente nos decepcionarmos, porque as coisas se realizam, não como eu e você queremos, mas sim, acontece conforme o querer e a vontade de Deus.

Portanto precisamos reconhecer que a paciência gera frutos grandiosos em nossas vidas. Então necessitamos urgentemente, depositar nossa confiança em Jesus Cristo, exercitando nossa paciência e esperar em Deus, que na hora e no momento certo, a benção vai chegar.

Veja o vídeo abaixo:


Deixe Jesus Cristo agir em sua vida ainda Hoje.

Diácono Sérgio Ramos.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Uma palavra para o seu coração!

(Foto: Divulgação)
Amados e amadas; quero neste espaço de informação pela rede mundial de computadores (Internet), transmiti pra você, uma palavra para o seu coração. Sei que se aqui, eu estivesse falando sobre qualquer outro assunto, nos quais estão acostumados a ouvir, talvez fosse mais aceito.

Porém, é necessário refletir sobre algumas coisas que não fazem bem ao nosso corpo e nossa mente. Temos muitas vezes na euforia da vida, no deixado influenciar por coisas banais e destruidoras de nossas vidas, trocando o verdadeiro sentido da vida, por coisas vãs.

Não devemos trocar o amor que Deus nutre por mim e por você por nada enganador deste mundo, pois a bíblia ensina que o “Diabo” é mentiroso e pai da mentira, o qual usa de todas as artimanhas para destruir a cada um de nós.

Assista ao vídeo abaixo e faça uma reflexão sobre sua vida.


Um abraço em Cristo Jesus a todos os amados e amadas internautas.

Diácono Sérgio Ramos – 24/07/2017

sábado, 22 de julho de 2017

Igrejas cheias de pessoas vazias?!

Do Adiberj.

Tem se tornado mais frequente as observações de líderes que tem descoberto que há Igrejas cheias de pessoas vazias. Isso nos causa um certo impacto, pois leva em conta que a vivência cristã não estaria cimentada no sadio Evangelho.
Ao viajar pelo país, também tenho notado a mesma situação em diversos lugares. Claro que aqui utilizo o termo “Igreja” para me referir ao espaço que conhecemos como templo, mas podemos também nos referir a Igreja como instituição em si (claro que Jesus não morreu pelo espaço e pelos objetos que estão neste espaço). Mas tenho também observado que, embora muitas Igrejas estejam cheias, inúmeras pessoas ali parecem continuar vazias de sentido no viver. Em vez de entregarem não só a alma para Jesus, ainda não lhe entregaram tudo o que têm, negando-se a si mesmas, conforme Lucas: 9.23.
Antes, estão buscando um Deus de avental, pronto a servi-las com todas as benesses celestiais e, principalmente, materiais. São pessoas que não estão dispostas a buscar o arrependimento, o perdão, o abandono de uma vida egoísta e consumista dos bens e riquezas, que foram mal nos negócios, no emprego, que não souberam planejar sua vida e recursos e agora estão na pior. Então, buscam o “Deus-panaceia”, o “Deus-resolve-tudo”, tipo um “Deus consertador”, uma espécie de “clínico geral” e garçom.
Muitos líderes e Igrejas são oportunistas, pois o mundo, estando cheio de pessoas com esse perfil, fornece os clientes potenciais para rechear o caixa da Igreja e seus bolsos. Por meio da pregação de um Evangelho antropocêntrico, despido da verdade bíblica, transformam Deus em mercadoria de bom preço. Estão dispostos a pôr Deus para trabalhar por eles a um custo inicialmente baixo, mas, se feito um balanço, o custo será proibitivo, não apenas financeiro, mas também quanto ao que de mais importante existe na vida – a perda de seu significado. Recebi um e-mail de uma pessoa que frequentava uma Igreja assim e estava desiludida, pois já havia gasto tudo o que tinha e nada conseguiu de solução para sua vida. Caiu no conto do “vigário”, desculpem-me, no conto do “pastor”!
Mas também é possível notar que há muitas Igrejas cheias, com muitas atividades e ocupações, mas as pessoas ali permanecem vazias. Trabalham tanto para a Obra de Deus que se esquecem do Deus da obra. O Cristianismo foi reduzido a mero entretenimento e atividades eclesiásticas dominicais ao ponto de que o dia do descanso tenha sido transformado em dia do cansaço. Em vez de celebração e adoração, o domingo virou dia de agitação, e o Deus da obra foi trocado pela própria obra. Em vez de ser produtora de trabalho na Igreja e Reino de Deus, a vida foi trocada pelo ativismo, deixando de dar sentido para a pessoa. Enfim, a realidade é que as pessoas estão vazias não porque estejam desempregadas, com saldo devedor, com enfermidades, com a perda de um ente querido. Estão vazias porque o espaço vazio dentro de suas vidas é do tamanho exato de Deus. O vazio é a perda de sentido na vida, de objetivo em viver, e se tornou uma rotina sem razão. O sentimento que possuem na sexta-feira, às 20h, é de euforia, trocado por angústia e depressão com a musiquinha do Fantástico no domingo à mesma hora, como alguém me disse outro dia. Isso não é vida!
Jesus disse “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10.10). Não é porque você entregou a sua vida a Jesus, trabalha na Igreja, é dizimista, que conquistou a imunidade a vírus, bactérias, morte, perda de emprego, etc. Como nova criatura, você vive, não mais você, mas Cristo vive em você (Gálatas 2.20), ele é quem vai dar significado à sua vida. A visão de mundo agora é outra, os bens são meros acessórios, muitos deles dispensáveis. Você vai buscar um estilo simples de viver, por isso é possível dizer: “Em tudo dai graças” (I Ts 5.18). Uma vida grata é uma vida cheia de sentido, que vai produzir envolvimento no trabalho de Deus e em Seu reino, mas não o inverso. Deus considera pessoas cheias de vida, não de bens, títulos, cargos ou ativismo. A escolha é sua.
Pr.  Lourenço Stelio Rega / Extraído do Jornal Batista


segunda-feira, 3 de julho de 2017

Cristãos e Política: Uma relação imprescindível

Do Adiberj.
(ILUSTRAÇÃO)
Acabamos de sair de um processo eleitoral que impactou intensamente a opinião pública. Deixando de lado certas posições históricas, os evangélicos brasileiros se envolveram de modo inusitado com os grandes temas em debate. A internet foi palco de manifestações profusas e candentes por parte dos mais diversos líderes e grupos religiosos. A igreja católica adotou posturas firmes e incisivas em relação a certos valores essenciais que considera ameaçados. Em meio às grandes diferenças nos posicionamentos, surgiu um consenso muito evidente. Não é mais possível ficar indiferente ao debate político e ao processo político, porque ele produz consequências que afetam a todos. Os acontecimentos dos últimos meses têm levado os cristãos de todos os matizes a uma reflexão séria sobre a relação entre igreja e estado, fé e política. Quando se olha para a história, é possível ver algumas posições bastante distintas quanto a essa questão.
Afastamento
Ao longo dos séculos, muitos cristãos têm optado por se distanciar da esfera pública, dos círculos de poder e influência relacionados com o estado e a atividade governamental. No período antigo e na Idade Média, um bom exemplo disso foi o monasticismo. Aqueles que abraçavam a chamada vida consagrada renunciavam explicitamente ao envolvimento político para se dedicar a atividades contemplativas. No período da Reforma, houve o caso dos anabatistas, que tinham entre seus princípios fundamentais o não envolvimento com a esfera política. Os partidários desse movimento protestante não exerciam cargos públicos, não faziam juramentos cívicos, não participavam das forças armadas e defendiam a mais absoluta separação entre a igreja e o estado.
Monges e anabatistas justificavam a sua posição isolacionista afirmando que o envolvimento político era corruptor e prejudicial para a verdadeira espiritualidade. Os cristãos fariam bem em se manter distantes de um terreno em que a venalidade, as intrigas e as lutas pelo poder eram quase inevitáveis. O problema é que, com esse afastamento, eles perdiam a oportunidade de exercer sua influência cristã nessa área tão decisiva. A Escritura certamente não autoriza essa atitude de isolamento, exortando os crentes a participarem ativamente da vida de suas comunidades. Alguns dos personagens bíblicos mais destacados foram homens e mulheres públicos notáveis que deram valiosas contribuições às suas sociedades. José, Débora, Davi, Salomão, Josias, Daniel, Ester e Neemias são bons exemplos.

Subserviência
Ao longo da história da igreja, os cristãos muitas vezes têm se envolvido com os poderes constituídos ou se submetido a eles, por interesse ou por imposição. No antigo Império Bizantino, os soberanos controlavam fortemente a igreja oriental ou ortodoxa, situação essa conhecida como “cesaropapismo”. Quem tentava resistir a isso, como o destemido bispo João Crisóstomo, que viveu em Constantinopla na passagem do quarto para o quinto século, podia sofrer graves consequências. Na época da Reforma, houve o fenômeno do erastianismo (de Tomás Erasto, seu defensor), que se manifestou no forte controle da igreja pelo estado em diversas nações protestantes. Em países católicos ocorreram os fenômenos paralelos do padroado e do regalismo. Com sua ênfase na separação das esferas civil e religiosa e sua grande reverência pelos governantes seculares, os protestantes alemães correram por vezes o risco de ficar passivos diante da tirania, como ocorreu no período nazista. O pastor Dietrich Bonhoeffer e outros líderes pagaram com a perda da liberdade ou da vida a sua resistência contra esse sistema iníquo e diabólico.
A subserviência ao estado ou ao poder político pode adquirir formas sutis e perigosas. Em contextos altamente ideológicos, como a América Latina contemporânea, muitos cristãos têm assumido compromissos questionáveis com partidos e regimes políticos marcados por tendências autoritárias e violações das liberdades democráticas. Os cristãos precisam entender que contrair vínculos sem reservas com qualquer grupo ou líder político é uma forma de idolatria que viola a integridade do evangelho. Só Jesus Cristo é Senhor supremo da vida e da consciência. Esse é um alerta necessário numa época em que lideranças messiânicas e populistas novamente seduzem as massas de muitos países, fazendo com que se esqueçam das lições da história.
Envolvimento crítico
Muitos cristãos de diferentes persuasões confessionais têm adotado uma posição intermediária e mais saudável em contraste com as anteriores. Evitando tanto o isolamento quanto o servilismo, eles têm procurado viver plenamente as suas vidas em sociedade, participar das oportunidades e angústias da atuação cívica e política, mas ao mesmo tempo mantendo suficiente espírito crítico que lhes permita um posicionamento profético em relação a qualquer partido, sistema ou regime vigente. O exemplo do bispo João Crisóstomo já foi mencionado. Essa também foi a postura do reformador João Calvino. Havia forte interação entre igreja e estado na Genebra do século 16; todavia, quando esse líder religioso sentiu que os governantes estavam violando princípios claros da Escritura e da fé cristã, ele não se intimidou em censurá-los. No início da sua carreira, tal atitude resultou na sua expulsão daquela cidade suíça.
O envolvimento dos cristãos com a esfera política e partidária sempre será uma faca de dois gumes. A tentação de obter vantagens pessoais e corporativas em detrimento do bem coletivo está sempre presente. A possibilidade de usar o poder político e econômico como instrumento de dominação e manipulação é uma constante. Por outro lado, existem maravilhosas oportunidades de trazer sanidade, integridade e altruísmo a um campo tão marcado pela corrupção humana. Multiplicam-se na história exemplos de cristãos que fizeram de sua atuação pública um verdadeiro sacerdócio, beneficiando grandemente os seus contemporâneos. Foi o caso do parlamentar William Wilberforce em sua luta contra o tráfico escravagista na Inglaterra do século 18. Foi o caso do primeiro-ministro Abraham Kuyper na Holanda do início do século 20. Foi também o caso do pastor Martin Luther King em sua defesa dos direitos civis dos afroamericanos.
Conclusão
Neste período de transição governamental, o Brasil vive dias de expectativa e apreensão. Ao lado de valiosas conquistas sociais, da estabilidade e pujança da economia e de maior presença no cenário internacional, alguns comportamentos da administração que se encerra, alguns objetivos programáticos do partido no poder e alguns projetos de lei em debate no Congresso Nacional têm produzido motivos justos de preocupação, tanto para os cristãos, como para a coletividade em geral. É necessário que haja a continuação e aprofundamento do debate sobre temas candentes, como o aborto, a homofobia, a ética na política, as relações internacionais e as liberdades de consciência e de expressão, sem jamais esquecer-se da luta em prol da justiça social, da criação de uma sociedade mais fraterna. Os cristãos têm muito a dizer sobre essas questões porque elas fazem parte das suas preocupações desde o início e dizem respeito às convicções e valores mais profundos de sua fé. Todavia, sua voz somente será ouvida se saírem de seus guetos eclesiásticos e participarem corajosamente das lutas de uma sociedade em transformação, correndo riscos sim, mas crendo no poder transformador do evangelho não só para os indivíduos, mas para as nações. 
Por Alderi Souza de Matos
Doutor em história da igreja pela Universidade de Boston e historiador da Igreja Presbiteriana do Brasil