sábado, 3 de novembro de 2018

Aprendendo com Estêvão


Portal Adiberj:
Tenho aprendido muito com os servos de Deus, e suas histórias, lendo a Bíblia. Compartilhando um pouco do que tenho aprendido, quero trazer lições que aprendi lendo sobre Estêvão. Vamos lá?
Em Atos, capítulos 6 e 7, lemos sobre esse servo que tem muito a nos ensinar.
No capítulo 6, vemos a escolha dos diáconos, homens que auxiliariam os 12, para que eles se aplicassem à oração e ao ministério da palavra (At 6.4).
As qualificações para a atividade de diácono deveriam ser as seguintes: “boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria” (At 6.3). E é aqui que entra Estêvão, um dos escolhidos e chamado de “homem cheio de fé e do Espírito Santo” (v. 5). Vamos começar com essas características.
Boa reputação. Estêvão tinha um bom conceito, uma boa fama. Não falavam mal dele.
Fico pensando neste tempo em que vivemos. É muito complicado ter uma boa reputação; mesmo quando a pessoa anda “na linha”, sempre tem alguém para falar algo, mas ainda encontramos pessoas cuja reputação é admirável. Estêvão era assim.
Como está a sua reputação?
Cheio do Espírito Santo. Como precisamos de pessoas cheias do Espírito Santo! Pessoas repletas da presença de Deus e usadas por Ele. Pessoas diferenciadas, pois quem tem Deus sempre é diferente. Pessoas que manifestem o bom perfume de Cristo através da própria vida.
Você é cheio do Espírito Santo?
Cheio de sabedoria. Aprendemos que o “temor do Senhor é o princípio da sabedoria”. Estêvão vivia isso. No versículo 10 diz que “não podiam resistir à sabedoria, e ao espírito com que falava”. Que homem era esse? Era um homem dominado pelo Senhor, pelo Espírito Santo. Um homem que não brincava de ser crente, mas era cristão verdadeiro, temente e que manifestava isso por onde passava.
Você tem recebido a sabedoria do Senhor?
Cheio de fé e de poder. Não podia ser diferente. Estêvão tinha muita fé, mas não era fé em qualquer coisa, como muitos têm hoje. Tem gente que acha que o importante é crer, não importando em que se crê, mas não é assim.  Estêvão tinha fé em Deus, era dominado pelo poder do Senhor, “fazia prodígios e grandes sinais entre o povo” (v. 8), transmitia aos outros o “bem” que possuía.
A fé faz a diferença. Se você parar para analisar os grandes feitos dos homens e mulheres da bíblia, vai descobrir que eles venceram pela fé. Se não acredita, dê uma olhada em Hebreus 11 e veja, com seus olhos, o que pode fazer uma pessoa quando deposita sua fé no Deus do impossível. Que tal exercitarmos nossa fé?
Conhecimento bíblico. Eu sei que ele não tinha a bíblia, assim como temos hoje, mas ele conhecia muito bem toda a narrativa bíblica até aquele momento no qual vivia. Se você quiser dar uma conferida, leia Atos capítulo 7 e verá com que precisão Estêvão falou de tudo que Deus fizera até aquele momento.
Se a ideia é aprender com ele, que tal começar a estudar a bíblia para ter o conhecimento que ele tinha? É vergonhoso o conhecimento quase zero que alguns “cristãos” têm da Palavra!
Coragem. Se já leu o capítulo 7 de Atos, deve ter percebido que Estêvão, em nenhum momento, ficou preocupado com o que fariam com ele, mas falou ousadamente, mostrando àqueles homens a sua falsa devoção.
Da mesma forma, nós, cristãos, não podemos nos calar diante do erro e do pecado. Cheios do Espírito Santo, devemos falar de Deus e da Sua Palavra.
Você tem tido coragem para anunciar evangelho?
Coração perdoador. É extremamente importante falar sobre isso, já que muita gente insiste em dizer que Jesus perdoou aos seus agressores porque Ele era (é) Deus, mas Estêvão nos mostra que o ser humano pode fazer isso também.
Preste atenção no texto: “Mas eles gritaram com grande voz, taparam os seus ouvidos, e arremeteram unânimes contra ele. E, expulsando-o da cidade, o apedrejavam. E as testemunhas depuseram as suas capas aos pés de um jovem chamado Saulo. E apedrejaram a Estêvão que em invocação dizia: ‘Senhor Jesus, recebe o meu espírito’. E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: ‘Senhor, não lhes imputes este pecado’. E, tendo dito isto, adormeceu” (Atos 7:57-60).
Partiram para cima dele, apedrejaram-no e o que ele fez? Orou por eles. Sinceramente, dá até vergonha de pensar em quantas vezes desejamos mal ao próximo por coisas muito menores. Nem vou citar nada aqui. Talvez você possa dizer que “é muito difícil”, e eu concordarei com você, mas é possível, e eu quero ser assim. Não quero viver conforme a carne, mas conforme o Espírito Santo. Humanamente falando é muito complicado, mas, deixando Deus viver através de nós, poderemos chegar a esse nível de espiritualidade. Também quero orar por quem estiver me “apedrejando”.
Estêvão é um bom exemplo de um homem cuja fé devemos imitar. Que esse desejo esteja em nosso coração a cada dia de nossa vida.
Wanderson Miranda de Almeida
Escritor e Colunista deste Portal
www.wandersonmiranda.com


quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Metade dos evangélicos estão influenciados por crenças da Nova Era, diz pesquisa


Fonte: Guiame/Adiberj
Aproximadamente a metade dos evangélicos estão influenciados por alguma crença da Nova Era, conforme indica o novo estudo da Pew Research Center. Realizado nos Estados Unidos, o levantamento identificou que 24% dos entrevistados evangélicos concordam que pode existir energia espiritual dentro de coisas físicas.
A pesquisa continua apresentando dados e afirma que 33% acredita em médiums. Ainda aponta que 19% aceita a ideia de reencarnação e 18% acredita em astrologia. O centro de pesquisa entrevistou tanto cristãos quantos não-cristãos e descobriu que as ideias defendidas pelo movimento conhecido como Nova Era se difundem de diferentes maneiras.
Isso seria impensável há algumas décadas, entre os que se declaram evangélicos. Mas parece que a tendência segue um fluxo crescente e que alcança crenças ocultistas da sociedade como um todo.
Cerca de 47% dos evangélicos entrevistados afirmam acreditar em pelo menos uma das quatro crenças da nova apresentadas. Essa porcentagem é maior ainda entre os católicos (70%). Ao mesmo tempo, 22% dos ateus e 56% dos agnósticos também afirmam aceitar pelo menos uma delas.
Claire Gecewicz, analista de investigação da Pew Research Center, destaca que essas crenças de Nova Era não substituem os credos ou práticas religiosas dos cristãos e 80% deles dizem acreditar em Deus e na Bíblia.
Sem barreiras, essa influência acontece por motivos culturais ou por falta de ensino claro do que as Escrituras dizem sobre estes temas. Mostra uma evidente absorção crescente de ideias antibíblicas por parte dos segmentos evangélicos.


terça-feira, 9 de outubro de 2018

Fascistas, esquerdopatas e o Evangelho


DO ADIBERJ:
“Vocês ouviram o que foi dito a seus antepassados: ‘Não mate. Se cometer homicídio, estará sujeito a julgamento’. Eu, porém, lhes digo que basta irar-se contra alguém para estar sujeito a julgamento. Quem xingar alguém de estúpido, corre o risco de ser levado ao tribunal. Quem chamar alguém de louco, corre o risco de ir para o inferno de fogo” (Mt 5.21-22). Os cristãos parecem que se esqueceram dessas palavras de Jesus. Ignoram-nas solenemente. Nos embates político-eleitorais que têm ocorrido no Brasil, o que mais temos feito é xingar quem discorda de nós de coisas como “estúpido”, “louco”, “fascista”, “esquerdopata” e coisas assim. Estamos errados.
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Devemos discutir ideias, não desqualificar pessoas. Devemos lidar com quem se opõe com instrução e não com briga, e isso com mansidão e paciência (2Tm 2.24-26). A ideia de agirmos como profetas barbudos e com sangue nos olhos xingando e assassinando os profetas de Baal e os idólatras não cabe a nós na proposta da nova aliança de Cristo. Isso é teologia básica.
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A ira pertence a Deus. Jesus vira as mesas dos cambistas e achamos que isso nos dá direito de chibatar quem pensa diferente de nós. Não dá. Não somos Deus. Esquecemos de que a retribuição pertence exclusivamente a Deus (Rm 12.19-21) e que a ira humana é obra da carne cuja prática sistemática sem arrependimento nos torna indignos de herdar o reino dos céus (Gl 5.19-21). Não fui eu quem inventou isso, está na Bíblia, em afirmações feitas por pessoas como Jesus e Paulo.

A nós resta agir como Jesus nos ensinou no Sermão do Monte (Mt 5–7), em Romanos 12.17-19, em 1 09Tessalonicenses 5.14-15. Não tenha preguiça, vá à Palavra e leia esses trechos da Escritura. Mas temos preferido fechar os olhos e os ouvidos a essas realidades e a reproduzir uma forma agressiva e bruta de agir, que está a anos-luz daquilo que chamamos de ética cristã. Estamos errados. E estamos perdendo uma oportunidade ímpar de salgar e iluminar o mundo.
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Você tem três semanas de campanha eleitoral pela frente. Uma oportunidade magnífica de cair em si, arrepender-se de quando chamou quem pensa diferente de você de “racá”, isto é, estúpido, louco, fascista, esquerdopata e gentilezas semelhantes. Uma oportunidade única de ser sal da terra e luz do mundo. Como você se comportará só cabe a você e à opção que fizer: ser um cristão agindo como cristão ou ser um cristão que defende o cristianismo de modo nada cristão.
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Não imite os maus exemplos, mesmo que eles venham de pastores, teólogos e líderes religiosos de quem você é tiete. Celebridades do mundo cristão também pecam e erram. Dê você o exemplo a eles. Aproveite estas três semanas para reler o Novo Testamento. Acalme a cabeça e volte ao seu juízo perfeito. Vença o mal com o bem e não com o mal. Lutar o bom combate com as armas do inimigo é o mais perfeito absurdo. Não vá ao sabor da massa, finque os pés no chão, reencontre seu prumo e cuide daquilo que sai de sua boca e da ponta de seus dedos.

Não me importa, para esta reflexão, se você é de esquerda ou de direita, se vota em Bolsonaro ou em Haddad. Numa democracia, você pode votar em quem quiser, sem que eu tenha o direito de ofendê-lo. Posso discordar de você, mas não ofendê-lo por discordar de mim. Porém, defenda você quem defender, creio que Deus espera que você o faça como Jesus nos ensinou a fazer e não como o Maligno faria.
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Amor não é um conceito bobinho de donzelas suspirantes e apaixonadas. Amor é algo que você vive quando tem a chance de chamar quem discorda de você de “fascista”, “esquerdopata” e coisas parecidas e opta por não fazê-lo. Amor é uma postura em que você vê um estado do país que votou majoritariamente em quem você não votou e continua querendo o bem das pessoas desse estado. Amor é assassinar o seu ego e ajudar o adversário que está caído e ferido à beira do caminho. Amor é ser o bom samaritano, quando poderia ser o fariseu desumano que quer o mal do adversário.
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Use as próximas semanas para reler o Novo Testamento e repensar suas palavras, atitudes e reações. Você verá a diferença que isso fará.
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Por:  Maurício Zágari
Colaborador deste Portal


sábado, 6 de outubro de 2018

O cristão e as eleições de 2018


DO ADIBERJ:

Querido irmão e irmã em Cristo, como você deve ter percebido, depois de um período de sete anos escrevendo ininterruptamente, vi a necessidade de tirar um período do APENAS. Há três meses não publico novos textos, em razão de me ver obrigado a priorizar outras atividades e a me dedicar a momentos de reflexão. Pretendo retomar a regularidade das publicações em breve, junto com algumas novidades. Porém, decidi compartilhar alguns pensamentos esta semana, em razão das eleições que teremos no Brasil neste próximo domingo. Não sei quem vencerá as eleições. Porém, de algumas coisas eu sei com todas as forças do meu ser, e gostaria de compartilhar essas verdades bíblicas, sugerindo que você, que é cristão, medite sobre elas, em oração e com autocrítica, à luz de tudo o que tem vivido durante o processo eleitoral:
1. Deus não está alheio a absolutamente nada do que está acontecendo em nosso país.
“O Senhor sabe todas as coisas” (Jo 21.17; cf Sl 139).
2. A vontade de Deus sempre se cumpre, mesmo que demore, e tudo o que ele tem planejado para o Brasil se cumprirá.
“Sei que podes fazer todas as coisas, e ninguém pode frustrar teus planos” (Jó 42.2).
3. Devemos amar de forma prática e por meio de atitudes todas as pessoas, as que votam como nós e as que não votam. 
“Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo’ e odeie o seu inimigo. Eu, porém, lhes digo: amem os seus inimigos e orem por quem os persegue. Desse modo, vocês agirão como verdadeiros filhos de seu Pai, que está no céu. Pois ele dá a luz do sol tanto a maus como a bons e faz chover tanto sobre justos como injustos. Se amarem apenas aqueles que os amam, que recompensa receberão? Até os cobradores de impostos fazem o mesmo” (Mt 5.43-46).
4. Devemos perdoar as pessoas, inclusive as que nos ofenderam durante o processo eleitoral pelo fato de discordarmos delas política e ideologicamente. Se possível, nos reconciliando com aquelas com quem tivemos atritos.
“Seu Pai celestial os perdoará se perdoarem aqueles que pecam contra vocês. Mas, se vocês se recusarem a perdoar os outros, seu Pai não perdoará seus pecados” (Mt 6.14-15).
“Nunca paguem o mal com o mal. Pensem sempre em fazer o que é melhor aos olhos de todos. 18 No que depender de vocês, vivam em paz com todos” (Rm 12.17-18).
5. Ore. Ore. Ore. Mais do que entrar nas redes sociais para esbravejar contra os candidatos de que não gostamos e fazer campanha eleitoral, devemos nos manter em oração pelo nosso país. Orar ao Deus que tudo controla gera resultados muito mais efetivos do que ofender quem vota em quem não votamos. Quanto você já orou ao Senhor pelo resultado dessas eleições e pelo nosso país?
“Algum de vocês está passando por dificuldades? Então ore. […] A oração de um justo tem grande poder e produz grandes resultados. Elias era humano como nós e, no entanto, quando orou insistentemente para que não caísse chuva, não choveu durante três anos e meio. Então ele orou outra vez e o céu enviou chuva, e a terra começou a produzir suas colheitas” (Tg 5.13,16-18).
“Nunca deixem de orar” (1Ts 5.17).
6. Nossa relação com quem pensa diferente de nós e se opõe ao nosso pensamento deve ser de instrução e não ofensa, e isso com mansidão e paciência. Quem vive brigando por causa destas eleições está errado.
“O servo do Senhor não deve viver brigando, mas ser amável com todos, apto a ensinar e paciente. Instrua com mansidão aqueles que se opõem, na esperança de que Deus os leve ao arrependimento e, assim, conheçam a verdade” (2Tm 2.24-25)
7.  Não podemos falar como mundanos para defender os valores do evangelho. Como têm sido as palavras que você diz e escreve sobre as ideologias e os candidatos de que discorda nessas eleições?
“Evitem o linguajar sujo e insultante. Que todas as suas palavras sejam boas e úteis, a fim de dar ânimo àqueles que as ouvirem” (Ef 4.29).
8. Caso o seu candidato não seja eleito, não passe os próximos quatro anos com uma nuvem negra sobre a cabeça, ou você poderá ter uma úlcera. Tenha paciência e confiança. 
“Se já temos alguma coisa, não há necessidade de esperar por ela, mas, se esperamos por algo que ainda não temos, devemos fazê-lo com paciência e confiança” (Rm 8.24-25).
9. Quem tem o Espírito Santo dentro de si deve viver as nove virtudes do fruto do Espírito constantemente, mesmo em época de eleição ou caso seu candidato seja derrotado nas urnas. Será que isso é verdade na sua vida? Que virtudes são essas? Veja:
“amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gl 5.22-23)
10. Tenha fé. Mesmo que o resultado das eleições não seja o que você gostaria, não se revolte, não desanime, por saber que algo muito maior nos espera.
“Pois estas aflições pequenas e momentâneas que agora enfrentamos produzem para nós uma glória que pesa mais que todas as angústias e durará para sempre. Portanto, não olhamos para aquilo que agora podemos ver; em vez disso, fixamos o olhar naquilo que não se pode ver. Pois as coisas que agora vemos logo passarão, mas as que não podemos ver durarão para sempre” (2Co 4.17-18).
11. Independente de quem ganhe as eleições, devemos orar pelos governantes que forem eleitos, pelo nosso próprio bem.

“Recomendo que sejam feitas petições, orações, intercessões e ações de graça em favor de todos, em favor dos reis e de todos que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida pacífica e tranquila, caracterizada por devoção e dignidade” (1Tm 2.1-2).

Por: Pr. Maurício Zágari


quarta-feira, 26 de setembro de 2018

O exemplo de Cristo


“João, porém, tentou impedi-lo, dizendo: Eu preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?”  (Mateus 3.14)

Como para João, também para mim não fazia muito sentido Jesus procura-lo para ser batizado. Ele era o único para quem o batismo não seria necessário. Como para João, para mim também batizar-se era algo para pecadores que tinham algo a confessar e que reconheciam o perdão recebido. Para pessoas necessitadas da misericórdia de Deus e de receber a graça de Sua presença, e que tinham recebido. Para pessoas fracas, necessitadas de oportunidades para firmar-se mais, unir-se mais a Deus e comprometer-se mais com a fé que salva. Mas ai vem Jesus para ser batizado e assim nos coloca diante da necessidade de pensar um pouco mais sobre o batismo e seu lugar em nossa fé. 
De fato, eu, você e João Batista não estão errados em pensar no batismo naqueles termos. Se é que você também pensa assim. O batismo, inegavelmente, fala daquelas realidades. Mas, como veremos ao longo desta semana, há mais coisas a serem compreendidas. E Jesus, o Verbo que virou gente e habitou entre nós (Jo 1.14), veio e participou também do batismo que deveria ser apenas para gente como nós e tornou-se um exemplo que inspira-nos a também buscá-lo. O batismo é um marco histórico que declara a nossa fé. E precisamos desse marco em nossa vida. Jesus nos deu o exemplo para que também nos importemos com o batismo como parte de nossa experiência de fé. E se você já creu e foi batizado como ensinam as Escrituras e como orientou Jesus, dando Ele próprio o exemplo, recorde-se disse e com mais determinação, viva a fé que ele declarou. As coisas velhas já passaram! Eis que tudo se fez novo! (2 Co 5.17)
Jesus está sempre fazendo aquilo que nós deveríamos fazer. Sendo exemplo, para que sigamos Seus passos. E ao segui-lo, somos transformados. Ele lavou os pés dos discípulos sendo eles quem deveria lavar os seus. E disse-lhes: “Vocês me chamam ‘Mestre’ e ‘Senhor’, e com razão, pois eu o sou. Pois bem, se eu, sendo Senhor e Mestre de vocês, lavei-lhes os pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros.” (Jo 13.13-14). Também no batismo isso acontece. Ao orientar que o Evangelho fosse pregado, Ele disse que os que crescem deveriam ser batizados. E a importância disso pode ser explicada de algumas maneiras, como ainda veremos essa semana, mas há aqui um chamado, acima de tudo, para que sigamos a Cristo e façamos como Ele fez. E se você já creu, como dizem as Escrituras, sejam também batizado, como dizem as Escrituras. 


sábado, 15 de setembro de 2018

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Um pastor deve desanimar se a igreja diminuir?

DO PORTAL ADIBERJ:
Eu eu estou impressionado com a quantidade de material que tem sido publicado sobre a revitalização de igreja. Acabei de ouvir falar de uma pesquisa que diz que 80% das igrejas dos Estados Unidos ou estão estagnadas ou estão entrando em declínio. Sou grato pelos esforços daqueles que buscam trazer vida para essas igrejas que enfrentam dificuldades. Eu sou um deles. Contudo, eu tenho estado cada vez mais preocupado com alguns dos materiais que tenho visto que lidam com esse problema. Saber quantas pessoas atualmente frequentam uma determinada igreja, quantas frequentavam há dez anos e o motivo do declínio pode até ser útil para entender porque aquela igreja está enfrentando dificuldades, mas nem sempre revela a história toda. Esse tipo de análise também pode ser uma fonte desnecessária de desanimo para o pastor. Quanto mais eu ouço a pressão para superar a “estagnação ou declínio” mais eu começo a imaginar circunstâncias em que o declínio numérico da igreja não é necessariamente um sinal de problemas, mas pode até ser um sinal de saúde. Há muitas outras, mas aqui estão cinco razões que me vieram à mente. Algumas, eu já experimentei na minha própria igreja: 1) Pessoas não convertidas saem porque o evangelho está sendo pregado Se há muitos membros não convertidos nas igrejas locais (e eu acredito que há), eles não vão querer ouvir um novo pastor que chega e substitui a típica mensagem de autoajuda e crescimento pessoal pelo verdadeiro evangelho de Jesus Cristo, que é a única fonte para trazer vida espiritual para uma igreja morta. Quando os membros não convertidos da igreja não vão embora, eles acabam causando problemas, especialmente quando ocupam um cargo de liderança. Pregar o evangelho é a coisa certa a se fazer e é a única coisa que pode vivificar uma igreja. Um pastor jamais pode ficar desanimado ao perder pessoas por declarar o evangelho. 2) Membros da Igreja morrem e vão para Cristo Tivemos um ano em que perdemos diversos amados irmãos idosos e a quantidade que morreu foi maior do que os novos membros que recebemos no mesmo ano. Um pastor deve celebrar conduzir fielmente os doces santos de Cristo ao seu lar eterno e não ficar inquieto para “substitui-los” no mesmo instante. 3) Pastores e missionários são testados, treinados, confirmados e enviados para o ministério No mesmo ano, diminuímos em número não somente por causa das mortes, mas porque enviamos para o ministério duas famílias, em quem tínhamos investido e preparado. Então, lembro-me que alguém veio falar comigo que estava preocupado com o declínio numérico e eu respondi: “Na verdade, aos olhos de Deus, talvez este tenha sido um dos anos mais frutíferos”. Minha resposta foi bem recebida e nós dois ficamos encorajados pelos motivos do declínio e pelas dificuldades financeiras naquele ano e as duas coisas se recuperaram no ano seguinte. 4) Um processo cuidadoso para receber novos membros é estabelecido Aumentar o padrão para ser recebido como membro e proteger a porta da frente podem inicialmente fazer com que uma quantidade menor de pessoas entre para a igreja, mas Deus é honrado quando pastores se certificam de que os crentes em Jesus Cristo são os únicos que se tornam membros da igreja, mesmo que o número de membros não cresça tanto quanto ele gostaria. 5) Um novo pastor assume uma igreja que está em declínio há muito tempo Se você fizer como eu fiz e assumir uma igreja que está em declínio há décadas, é um desafio mudar o padrão. É algo que requer tempo. Às vezes, demora anos. Eu converso com muitos pastores jovens que em dois anos já estão desanimados porque não conseguiram mudar os padrões que levaram a igreja ao declínio. Lembre-se do que você herdou e se demorou 30 anos para que sua igreja chegasse ao ponto que está hoje, talvez demore mais 30 anos para mudar. Mas o evangelho e a Palavra de Deus são suficientes para fazer exatamente isso ao longo do tempo. Portanto, queridos irmãos e pastores, continuem firmes. Talvez você esteja causando o declínio e, se este for o caso, você precisa seriamente examinar a si mesmo diante de Deus, pedindo que esses pontos fracos sejam revelados. Contudo, em muitos casos, pastores imperfeitos, especialmente aqueles que são novos na congregação, são responsabilizados mais do que deveriam pelo declínio. Às vezes, Deus nos faz passar por altos e baixos e há muito mais para avaliar sobre a saúde da Igreja do que se a igreja tem “mais” pessoas este ano do que no ano passado. O declínio pode revelar muitos problemas, mas também pode ser uma fonte de encorajamento para o pastor. Pastores, preguem a Palavra, amem as pessoas, fiquem por um tempo e que Deus lhe dê graça para discenir o significado do “declínio”. Pr. Brian Croft Pastor Efetivo da Auburndale Baptist Church em Louisville, Kentucky. Ministério Fiel