Dia da Igreja Perseguida!

quarta-feira, 18 de março de 2020

O que fazer nesta crise?

Da Redação, com Adiberj:
felizsramosdecarvalho@yahoo.com.br- 

O mundo está reproduzindo a antiga canção de Bill Gaither: “O mercado está vazio, seu trabalho já parou, o martelo dos obreiros o barulho já cessou. Os ceifeiros lá no campo terminaram seu labor, toda a Terra está em suspense, é a volta do Senhor! As cidades estão desertas, sua agitação parou, sai a última notícia: Jesus Cristo já voltou!”
Jesus Cristo não voltou AINDA. A sua volta é certa; a data não.
Epidemias e crises já aconteceram no mundo desde que Ele afirmou voltar. Esta geração não havia atravessado algo tão global e avassalador ainda. Quem viveu na crise de 1929 viu coisa pior. Quem atravessou a 2a. Guerra Mundial também. As demais crises foram todas ruins, mas talvez esta seja a crise recente mais danosa e ameaçadora da economia e da vida no mundo.
Pode ser a Grande Tribulação? Sim e não. Sim, no sentido de que não há um delimitador exato da época chamada Grande Tribulação. Há os que acreditam que a Igreja de Cristo não passará um único minuto naquele período; há os que crêem em um enfrentamento parcial da crise; há os que aceitam que a Igreja não será poupada desse período. Assim, sem clareza e consenso, tudo é possível, mas não há o que afirmar nem contra e nem a favor.
Se não for a volta do Senhor certamente é um juízo divino às gigantescas afrontas do ser humano à santidade de Deus. Quem viu e vê o que se faz contra o cristianismo a nível mundial percebe que há um Deus nos céus, que, ao acionar a Sua ira, torna o homem indefeso e absolutamente impotente. De que adianta toda a sua tecnologia, equipamentos, belicosidade ou orgulho quando um microorganismo consegue derrubar todas as pessoas e emperrar as rodas da economia? Onde está, ó homem, a sua grandeza diante de algo desconhecido?
Os índices mostram que o mundo está parando. As fábricas vão parar. A gasolina e o querosene não têm demanda, os vôos estão cancelados. As aulas estão suspensas, não há viagem para férias, não há demandas grandes o bastante para gerar feiras, eventos e encontros. E os trabalhadores em breve não terão o que fazer. E os patrões não terão como pagar os salários. E os mercados não terão como vender por não ter quem compre. Os laboratórios farmacêuticos não conseguem desenvolver algo contra o virus em pouco tempo. Assim, serão meses amargos e profundamente debilitantes. A própria internet, através da qual faço chegar este texto aos meus leitores poderá sofrer súbitos apagões. O que fazer?
Quero lembrar-me do que a Bíblia ensina.
Em 2 Pedro 3.11-12 lemos:
Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, esperando e apressando a vinda do Dia de Deus, por causa do qual os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão.
O nosso procedimento deve girar em SANTIDADE e PIEDADE.
SANTIDADE: uma vida separada do curso deste mundo, de suas imoralidades, indecências, futilidades, histerias. Uma vida dedicada ao amor a Deus e ao cumprimento de Sua Palavra no trato para com a família, com os vizinhos, familiares, amigos e até dos inimigos. Uma vida de oração, de fé, de pureza, de leitura bíblica, de consagração ao Senhor. Devemos nos santificar, nos libertar das amarras de uma vida ambígua, de um coração dividido, de coxearmos entre dois senhores e dar a Jesus Cristo todo o nosso coração e vitalidade. Chega de astearmos bandeiras político-partidárias ou de militâncias insanas; precisamos arvorar a bandeira de Cristo, vivendo por Ele e só para Ele.
PIEDADE: Uma vida de amor ao próximo e de compartilhamento cordial de tudo para com todos. Uma vida onde a fome do outro me leve a repartir o meu pão; onde a sede do outro me faça dividir a minha água; onde a necessidade do outro me faça repensar o próprio luxo e conforto e me conduza a mitigar o sofrimento alheio. A piedade me faz amar o próximo como a mim mesmo e a ter solidariedade em meio a tanto caos egoísta. Isto não significa assistencialismo populista ou mendicância voluntária; significa prontidão a ajudar no instante da necessidade, sem me sentir tolhido dos próprios direitos. E nós sabemos como fazer isso diante das oportunidades que o Senhor colocará em nosso caminho.
Por último, quero citar o texto de Marcos 13.33:
Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo.
OLHAR – A nossa atenção deve ser de quem compreende o andar do tempo, o avançar dos ponteiros do relógio divino e a necessidade de proclamarmos o santo evangelho de Cristo. Talvez não haja mais tempo de grandes empreendimentos, mas podemos usar tudo o que temos e tudo o que somos para anunciar a salvação aos bilhões de perdidos, mostrando-lhes a necessidade de prepararem-se para a volta de Cristo ou para a morte que virá.
VIGIAR – Vigilância constante contra a tentação que nos avassala, que nos faz desviar a atenção para as distrações da fé: futilidades, brincadeiras, terror de mídia, medo de contrair doenças, desespero, medo do desemprego e da fome. Nós trocamos o medo pela confiança; o desespero pela esperança; o terror pelo vigor; a incredulidade pela fé.
ORAR – Sem uma vida de oração constante não suportaremos a pressão, não aguentaremos os trancos e não venceremos a histeria das massas. É preciso orar, passar tempo com Deus, ter o rosto e o olhar sob o brilho do Eterno Senhor, que nos renova as forças e nos faz confiar em Seu Nome. Somente através da oração não temeremos o homem ou a própria morte, pois tememos aquele que faz perecer no Inferno o corpo e a alma, mas que salva para o Céu e a vida eterna ao que nEle confia. Nós tememos a Deus.
Pr. Wagner Antonio de Araújo

Igreja Batista Boas Novas do Rodoanel em Carapicuíba – São Paulo
Colaborador deste Portal

 Por Pastor Sérgio Ramos- 18/03/2020

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